A virada de estação de Odeal: “The Fall That Saved Us”
A sucessora melancólica de “The Summer That Saved Me” traz uma catarse real de tempo frio; o músico conta mais sobre a transição entre estações, sentimentos e EPs.
A virada de estação de Odeal: “The Fall That Saved Us”
A sucessora melancólica de “The Summer That Saved Me” traz uma catarse real de tempo frio; o músico conta mais sobre a transição entre estações, sentimentos e EPs.
Está claro que Odeal tem muito a dizer neste momento. Em julho, o músico britânico-nigeriano inaugurou o verão de verdade quando lançou o aclamado EP The Summer That Saved Me.
O projeto de sete faixas, quase totalmente solo, do artista em ascensão mergulhava no que Odeal chama de sentimentos mais “egoístas”, enquanto percorria todo o espectro sonoro do R&B. Agora que a frente fria se aproxima, o músico está trocando de pele, deixando o verão para trás com The Summer That Saved Me, seu alter ego, por assim dizer. Seu novo EP, The Fall That Saved Us, é quase uma continuação do EP de julho, mas, acima de tudo, um trabalho totalmente independente, enraizado em uma nova leva de sentimentos catárticos, memórias e relatos que surgem quando a névoa do verão se dissipa.
“Nossos sentimentos e nossa perspectiva podem mudar mais rápido do que as estações”, ele contou à Hypebeast. “Lançar as coisas em tempo real me permite ficar o mais conectado possível com o meu público.”
The Fall That Saved Us assume uma pegada bem mais introspectiva do que seu predecessor em Lustropolis – o universo narrativo, fiel a si mesmo, que Odeal imaginou e onde todos os seus projetos existem. O título do EP também é um trocadilho de duplo sentido – mas vou deixar o próprio Odeal explicar o resto.
Pouco mais de 24 horas antes do lançamento do projeto, ele nos contou um pouco mais dos bastidores e das inspirações por trás de The Fall That Saved Us. Leia a conversa completa abaixo.
Elaina: Como você descreveria este EP em apenas uma frase?
Odeal: À medida que crescemos, começamos a entender as complexidades do amor e a espelhá-las; e esse mundo, Lustropolis, devolve essas verdades para nós com total honestidade.
Elaina: E em apenas três palavras?
Odeal: Honesto. Introspectivo. Cheio de alma.
Elaina: The Fall That Saved Us tem um tom mais melancólico, mais vulnerável, em contraste com The Summer That Saved Me – me conta mais sobre a dualidade e o contraste entre esses dois projetos?
Odeal: The Summer That Saved Me falava sobre redescoberta por meio do movimento e da liberdade; The Fall That Saved Us fala sobre o que acontece quando o calor vai embora e você é forçado a encarar as partes de si mesmo que vinha evitando.
Elaina: Por que foi importante lançar os dois tão próximos um do outro?
Odeal: Nossos sentimentos e nossa perspectiva podem mudar mais rápido do que as estações. Lançar em tempo real me permite ficar o mais conectado possível com o meu público.
Elaina: Você pode explicar melhor o título, The Fall That Saved Us, e como ele se conecta a The Summer That Saved Me?
Odeal: Muitas vezes, os verões são egoístas. É uma época em que colocamos nós mesmos em primeiro lugar e queremos nos divertir; mas, quando a fumaça baixa, os dias encurtam e o frio chega, encontramos abrigo onde o amor está — daí “the Fall that saved us”. A queda que nos salvou não fala só da estação; fala também de como saímos do amor ao ceder à tentação ou à quebra de confiança, e de como voltamos para o amor por causa das cicatrizes que nos mantêm juntos.
Elaina: Houve histórias marcantes, momentos ou pontos de inspiração que influenciaram diretamente a criação deste álbum?
Odeal: Vou simplificar: minhas vivências e as vivências das pessoas com quem eu converso.
Elaina: Como o processo criativo e a fase de ideias deste álbum se comparam aos de The Summer That Saved Me?
Odeal: Viver o verão que me salvou só fez aflorar os temas que eu abordo em ‘The Fall That Saved Us’. O processo criativo foi o mesmo, mas a perspectiva mudou completamente.
Elaina: De que forma este projeto marca uma evolução ou continuidade tanto do seu som quanto do seu arco narrativo?
Odeal: Eu pretendo crescer emocional e sonoramente junto com minha base de fãs. Criei o mundo de Lustropolis para jogar luz sobre temas que nós, enquanto jovens, não costumamos abordar quando falamos de amor e de amadurecimento. Cada projeto que faço, ligado à entrada ou saída de Lustropolis, permite que meus ouvintes visualizem esse crescimento em tempo real.
Elaina: Como você quer que as pessoas ouçam este álbum?
Odeal: Do começo ao fim, sem pular nenhuma faixa.
Elaina: O que você quer que elas levem dessa experiência?
Odeal: Há muitos temas diferentes codificados em melodias lindas. Quero muito que cada ouvinte encontre aquilo que fala diretamente com ele. Aviso: isso pode mudar a cada escuta.
Dê o play no EP The Fall That Saved Us – já disponível em todas as plataformas de streaming.

















