UEFA vai apresentar denúncia criminal contra Gianni Infantino após fracasso de acordo de US$ 4,2 bilhões da FIFA

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UEFA leadership moves against FIFA President Gianni Infantino over FIFA Forward Enterprise dispute
Chris Brunskill/Fantasista/Getty Images

Resumo

A UEFA está preparando queixas criminais por má gestão na Suíça contra o presidente da FIFA, Gianni Infantino, em relação a uma proposta de investimento de vários bilhões de dólares que foi abandonada.

O órgão que comanda o futebol europeu apresentou pedidos de produção de provas em tribunais federais dos Estados Unidos para obter depoimentos e documentos de entidades ligadas ao acordo.

Embora um boicote imediato a competições tenha sido colocado em suspenso, a UEFA confirmou que pretende apoiar um candidato de oposição nas próximas eleições para a liderança da FIFA.

A disputa de poder entre as principais entidades que comandam o futebol mundial acaba de escalar para um grave confronto jurídico. A UEFA prepara ativamente ações criminais contra o presidente da FIFA, Gianni Infantino, na Suíça. A possível ação se baseia em uma acusação de gestão criminosa, nos termos do artigo 158 do Código Penal suíço. A medida drástica vem após o recente colapso do plano FIFA Forward Enterprise. Infantino havia proposto transferir os direitos comerciais ligados à Copa do Mundo e ao Mundial de Clubes para uma nova subsidiária e vender uma participação de 20% a um grupo de investidores por US$ 4,2 bilhões. A UEFA e várias federações filiadas se opuseram veementemente à transação.

Para fundamentar seu caso, a UEFA apresentou nos Estados Unidos pedidos de produção de provas. Esses requerimentos permitem que entidades estrangeiras solicitem documentos e depoimentos de empresas americanas para processos judiciais no exterior. As petições buscam informações de subsidiárias da FIFA e da Thrive Capital. Joshua Kushner, fundador da Thrive Capital, seria o principal investidor do acordo altamente controverso. Advogados da UEFA classificaram a estratégia comercial abandonada como uma chocante violação do dever, que contornou os procedimentos usuais de governança. Segundo documentos judiciais, Infantino teria desenvolvido a iniciativa em segredo, com um círculo restrito de assessores, deixando completamente de lado o Conselho oficial da FIFA.

As discrepâncias financeiras são um dos pilares da iminente ação judicial na Suíça. A UEFA sustenta que o investimento de US$ 4,2 bilhões implicava uma avaliação empresarial absurdamente baixa, de apenas US$ 20 bilhões, para os torneios mais lucrativos do esporte internacional. As petições judiciais destacam que o preço jamais foi submetido a uma concorrência aberta nem avaliado por especialistas financeiros independentes. Em contrapartida, análises independentes de mercado indicam que é plenamente defensável uma avaliação mínima superior a US$ 30 bilhões. A entidade europeia também chamou atenção para um incentivo de US$ 40 milhões que teria sido oferecido às federações filiadas para garantir a rápida aprovação da reestruturação.

As consequências lançam uma sombra pesada sobre o futuro imediato da governança do futebol internacional. Embora a UEFA tenha deixado de lado a ameaça de boicotar os próximos torneios globais após obter garantias de que a cisão comercial não seria retomada, a confiança institucional segue profundamente rompida. A organização declarou publicamente que unirá forças a confederações parceiras para garantir às federações filiadas uma alternativa confiável de liderança. Essa frente unida assegura que Infantino enfrentará um adversário de peso nas eleições presidenciais da FIFA, em março. O conflito evidencia uma enorme divisão cultural e operacional sobre como a indústria esportiva global monetiza seus ativos mais valiosos.

 

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