Resumo
'Résonances', de Aliocha Boi e Daphné Lejeune, explora o legado cristalino da Baccarat por meio da fotografia e da arte de contar histórias.
A obra valoriza o savoir-faire artesanal, a luz e a força cultural que se irradiam através das gerações.
Também posiciona a Baccarat no universo do luxo francês, acompanhando a projeção de sua influência pelo mundo.
No fotolivro da Baccarat, intitulado Résonances, os fotógrafos Aliocha Boi e Daphné Lejeune voltam suas lentes para a histórica manufatura da marca, no nordeste da França. Ao explorar os 262 anos de tradição na produção de cristal, o projeto revela não apenas as peças impecáveis da maison francesa de luxo, mas também as matérias-primas, as ferramentas e os artesãos dedicados por trás delas. A investigação visual estreou ao lado de uma exposição temporária na Fisheye Éditions, durante o festival de fotografia Les Rencontres d’Arles, celebrando os processos complexos — e muitas vezes invisíveis — que acontecem no complexo industrial da marca, construído no pós-guerra e com ares de igreja.
Os dois fotógrafos se aproximaram desse espaço histórico com olhares distintos, porém complementares. Boi foi imediatamente impactado pela atmosfera humana das oficinas e apontou sua câmera para o calor, a poeira e o forte senso de comunidade entre os artesãos. Suas imagens destacam o contraste marcante entre as peças de cristal finalizadas, imaculadas, e as texturas brutas e sem polimento do ambiente, registrando detalhes como fragmentos de cristal empilhados perto de fornos incandescentes.
Já Lejeune foi cativada pelo intenso brilho alaranjado do cristal fundido e pelas vibrações acústicas do material. Ao traduzir essa experiência sensorial em seu trabalho, ela criou, em laboratório, fotogramas em tons de laranja e investigou como o cristal carrega, simultaneamente, som e luz. Para saber mais, acesse os canais oficiais da Baccarat.



