Se você já assistiu a um clipe do Feng – ou, sinceramente, até só seguir o jovem rapper underground britânico no Instagram – você sabe o quanto ele ama seus Vans.
Apesar de ser do sul de Londres, a milhares de quilômetros do berço da Vans no sul da Califórnia, Feng raramente é visto sem um par de Authentics, Old Skools ou Classic Slip-Ons nos pés – a marca virou peça-chave na paleta de estilo “positive punk” dele. Saindo direto do fresquíssimo, super Cali-coded Weekend Rockstar e, mais recente ainda, da performance em solo americano no Summer Smash – que ele, claro, encarou usando um par de Authentics roxos –, o novo palco em que o rapper aparece com seu coque bagunçado, camiseta tie-dye e o braço lotado de pulseiras de festival é no lookbook de Fall 2026 da Vans.
Esse californiano honorário, leve e desencanado, é o candidato perfeito para liderar a nova campanha sazonal “Off the Wall” da marca, assumindo a linha de frente da coleção de novos modelos Authentic Mohair ao lado de um time de criadores de tendência que quebram barreiras, incluindo a também musicista underground Ecca Vandal, o surfista Mikey February e a skatista Ruby Lilley.
A caminho do embarque para o voo rumo ao Summer Smash, Feng arrumou um tempo para trocar uma ideia com a gente sobre tudo que envolve a Vans: a nova campanha, seus modelos favoritos, a rotação de pares no palco e como ele imagina que seria um modelo oficial Feng x Vans.
Elaina Bernstein: Você está sempre de Vans. Nos clipes, nas fotos do Instagram, a gente quase nunca te vê sem um par nos pés. Qual foi o primeiro tênis da Vans que você teve?
Feng: O primeiro par que eu tive? Nossa. Já tive tantos Vans desde que eu tinha uns seis ou sete anos. Crescendo, todos os meus amigos tinham pelo menos um par de Vans. Quando comecei a usar só Vans, foi porque eu procurava um tênis que realmente tivesse a ver comigo, de um jeito autêntico. Eu também não tinha muito dinheiro quando comecei a fazer música, então queria comprar um tênis que combinasse com tudo. Peguei vários pares, em mil colorways diferentes, e só ia casando com os looks do dia.
Por que você acha que a Vans conversa tanto com você e com a sua arte?
Feng: Usar e estilizar Vans sempre foi a minha forma de ser criativo. Eu curto muito como os tênis ficam quando estão meio surrados; essa sempre foi minha vibe. Sempre gostei de desenhar neles também. É muito fácil customizar Vans, e isso é algo que eu adoro fazer com minhas roupas e outras peças DIY.
Você tem um par de Vans favorito?
Feng: A collab que eles fizeram com a Bianca Chandôn. Esses são meus Vans favoritos de todos os tempos. Bianca Chandôn é uma marca que eu curto muito. Eu simplesmente me apaixonei pelo tênis porque eles deixaram o solado bem sujo e com cara de gasto.
Qual par você está usando no palco do Summer Smash?
Feng: O que eu estou usando agora. Como é que muda a câmera? Deixa eu te mostrar. [vira a câmera]. Esse é meu par curinga, mas normalmente eu estou ou com ele ou com o Bianca Chandôn x Vans para subir no palco.
Como você acha que esses novos modelos de Fall 2026 da Vans se alinham com o seu estilo pessoal de agora?
Feng: Agora, a Vans está realmente quebrando barreiras. É aí que eu sinto que a gente se parece. Em especial, a silhueta que eu uso na campanha é muito louca. Tem uns spikes insanos e detalhes de pelo por tudo. Eles me deixaram estilizar o tênis do jeito que eu quisesse, o que era importante para mim, e eu ainda escolhi amarrar o cadarço de um jeito bem esquisito. Gosto de como a Vans está abraçando esse lado edgy, e é isso que me deixa tão empolgado com os novos modelos que a marca está lançando.
Como esses novos modelos vão entrar na sua rotação de tênis?
Feng: Eu não sei o nome exato da silhueta, mas os que eu usei na campanha são meus novos favoritos. Eles ficam ótimos com minhas skinny jeans.
Quais são algumas memórias ou histórias que você associa à Vans?
Feng: Sinceramente, eu sinto que, para mim, a história está nos próprios Vans. Eu crio a história nos Vans. Gosto de escrever umas coisas neles, então, quando faço algo marcante, eu pego uma caneta e escrevo alguma coisa no meu Vans para lembrar daquele momento. Essas são as memórias. Eu coloco as memórias no meu tênis.
Tem algum momento específico de que você lembra de ter escrito nos seus Vans?
Feng: Quando eu fiz minha música “Running Wild”, eu escrevi isso. Eu escrevo trechos de músicas. Quando terminei meu álbum Weekend Rockstar, eu escrevi o nome em vários dos meus Vans. Também desenho símbolos que têm a ver comigo – tipo o símbolo da paz ou a cruz. Gosto de customizar.
Falando do seu álbum recente, essa campanha tem uma pegada bem Weekend Rockstar-coded. Como você sente que o seu trabalho com a Vans nesta temporada incorpora a energia do disco?
Feng: Tudo nasce da ideia de união. Eu gostei de ver tanta gente legal envolvida nessa campanha. A Vans juntou uma galera de vários lugares diferentes e conectou todo mundo pelo fato de sermos criativos que estão quebrando limites. É disso que Weekend Rockstar trata: todo mundo, no mundo inteiro, se juntando para fazer algo grandioso. Esse é o ethos, e eu sinto que é isso que realmente conversou muito com essa campanha.
Visualmente, o ensaio conversou muito comigo, com a direção que tomou. Tinha um quê grunge, edgy, mas também cheio de cor. Eles me deixaram estilizar os Vans do jeito que eu quisesse, e acho que essa liberdade de poder fazer o que eu quero também é o ethos do álbum.
Se você fosse desenhar seu próprio par de Vans, como ele seria?
Feng: Minhas ideias mudam o tempo todo, então o que eu penso agora para o meu tênis provavelmente mudaria até eu, de fato, conseguir fazer o modelo. Mas, hoje, eu colocaria um monte de coqueiros com alguns detalhes tie-dye. Eu não iria pirar muito no tie-dye, mas colocaria, tipo, tie-dye na ponta do cadarço ou algo assim. Talvez um pouco de roxo – uma vibe de praia, pôr do sol. Mas eu também ia querer que tivesse um clima bem grunge, então deixaria o solado bem sujo e acabado, tipo os Bianca Chandôn Vans. Eu colocaria algum detalhe ou frase na lateral que dissesse algo significativo. E ainda ia incentivar as pessoas a escreverem neles, então, quando eu vendesse os Vans, colocaria uma caneta dentro da caixa e diria para a galera escrever umas paradas no tênis.
A galera nos shows sempre manda: “Ei, assina meu Vans!” E eu fico tipo: “Por que você não escreve, por que você não assina seu próprio Vans?” Tipo, não estou a fim de escrever no seu Vans, mano. Tá ligado? Escreve algo que seja significativo para você no seu Vans.



