Resumo
- Dirigido por Kane Parsons e produzido pela A24, o filme de terror The Backrooms arrecadou US$ 38 milhões no dia de estreia
- A expectativa é de que o longa fature até US$ 90 milhões no fim de semana de abertura, superando o recorde anterior de estreia da A24 e ultrapassando The Mandalorian and Grogu
- Produzido com um orçamento inferior a US$ 10 milhões, o projeto evidencia uma virada em direção a um modelo de sucesso no cinema impulsionado por criadores
Kane Parsons transformou sua série viral no YouTube em um megassucesso de bilheteria. A adaptação em longa-metragem de Backrooms quebrou recordes para a A24 ao arrecadar impressionantes US$ 38 milhões na sexta-feira de estreia. Analistas da indústria projetam que o terror alcance entre US$ 85 milhões e US$ 90 milhões no fim de semana de lançamento. O número supera com folga a marca de US$ 25,5 milhões estabelecida por Civil War, consolidando a maior estreia da história do estúdio independente.
A Chernin Entertainment cofinanciou o projeto ao lado da A24 para manter o orçamento de produção rigidamente abaixo de US$ 10 milhões. Produtores de peso, como James Wan, da Atomic Monster, e Shawn Levy, da 21 Laps, ajudaram a lapidar a visão do jovem diretor para a tela grande. O filme é estrelado por Chiwetel Ejiofor e Renate Reinsve e acompanha o dono de uma loja de móveis em uma pequena cidade que descobre um portal para uma dimensão de outro mundo. O público lotou as salas de cinema, impulsionado pela fã-base já consolidada da creepypasta original e dos curtas digitais que somam quase 200 milhões de visualizações online.
O desempenho financeiro do lançamento aponta uma mudança cultural importante no interesse do público em direção a conteúdos de terror conduzidos por criadores. O sucesso indie de Parsons superou franquias caríssimas como The Mandalorian and Grogu em seu dia de estreia. O western de ficção científica da Disney sofreu uma queda brusca no segundo fim de semana, rendendo apenas US$ 25 milhões diante da procura avassaladora pelo fenômeno viral.
Esse sucesso ecoa o embalo de outro criador do YouTube, Curry Barker. O terror romântico de Barker, Obsession garantiu o segundo lugar nas bilheterias domésticas em seu terceiro fim de semana, ultrapassando a marca de US$ 100 milhões para a Focus Features. Os estúdios tradicionais estão atentos: nativos digitais passam a dominar a venda de ingressos com propriedades intelectuais nascidas na internet, reescrevendo as regras dos lançamentos cinematográficos contemporâneos.
Os dados de bilheteria refletem a energia jovem por trás do projeto. As estatísticas indicam que a maior parte do público pagante tinha menos de 25 anos, reforçando a conexão intensa entre criadores da internet e as gerações mais novas. Mesmo com um B- no CinemaScore, as revisitas seguem altas entre os fãs mais fervorosos, que valorizam a adaptação fiel da estética de espaços liminares. O triunfo desses autores digitais prova que o engajamento da comunidade muitas vezes pesa mais do que campanhas tradicionais de marketing.





