Paris Saint-Germain derrota o Arsenal nos pênaltis e conquista bi da Champions League

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Carl Recine/Getty Images

Resumo

  • O PSG manteve o título da UEFA Champions League ao vencer o Arsenal por 4 a 3 nos pênaltis, em Budapeste, depois de a final terminar 1 a 1 na prorrogação.
  • Ousmane Dembélé empatou de pênalti aos 65 minutos, depois de Kai Havertz ter colocado o Arsenal em vantagem aos seis, e nenhuma das equipes conseguiu encontrar o gol da vitória ao longo dos 120 minutos.
  • O resultado faz do PSG apenas o segundo time a manter o troféu na era moderna, depois do Real Madrid, confirmando o clube francês como a força dominante do futebol europeu sob o comando de Luis Enrique.

O Paris Saint-Germain confirmou oficialmente a defesa do título da UEFA Champions League ao bater o Arsenal por 4 a 3 nos pênaltis, no Puskás Aréna, em Budapeste, depois de 120 minutos que terminaram em 1 a 1. Gabriel Magalhães isolou a cobrança decisiva por cima do travessão de Matvey Safonov, fazendo do PSG o primeiro clube a manter o troféu desde que o Real Madrid completou seu triênio hegemônico entre 2016 e 2018 e consolidando o status dos parisienses entre os grandes da Europa na era moderna.

O Arsenal começou da melhor forma possível. Um corte de Marquinhos desviou em Leandro Trossard e sobrou para Kai Havertz, que disparou em direção à área e, aos seis minutos, mandou no ângulo, no alto da rede. Era o cenário de pesadelo para o PSG, atrás tão cedo contra a melhor defesa da competição. O Arsenal honrou a fama de melhor time sem a bola, dobrando a marcação em Khvicha Kvaratskhelia e sufocando o perigo habitual do georgiano pelo lado esquerdo. Fabián Ruiz não conseguiu impor seu ritmo no meio-campo e, mesmo monopolizando a posse, o PSG teve dificuldades para criar chances realmente claras. No intervalo, o PSG havia atacado 32 vezes. O Arsenal, três.

A partida mudou em uma falta. Cristhian Mosquera derrubou Kvaratskhelia na área e Dembélé converteu o pênalti para empatar, anotando seu oitavo gol na competição. O ritmo se inverteu imediatamente. Jurrien Timber e Viktor Gyökeres entraram nos lugares de Mosquera e Martin Ødegaard, em uma postura mais ofensiva do Arsenal, mas a mudança de andamento expôs o time aos contra-ataques do PSG. Em um deles, Kvaratskhelia invadiu a área em velocidade, mas o chute de perna esquerda explodiu na parte externa da trave de David Raya. Bradley Barcola, lançado no fim, finalizou por cima do gol naquela que seria a última bola do jogo. A prorrogação foi um duelo cauteloso, entre times exaustos, e quando o árbitro Daniel Siebert apitou, o Arsenal havia acertado apenas um chute no alvo em todos os 120 minutos.

Nos pênaltis, Eberechi Eze desperdiçou uma das primeiras cobranças pelo Arsenal antes de Raya defender o chute de Nuno Mendes e manter tudo igual. Lucas Beraldo, que entrou na prorrogação, converteu a penalidade decisiva para o PSG, deixando Gabriel obrigado a marcar para levar a disputa às alternadas. Ele mandou por cima. Marquinhos ergueu a taça pelo segundo ano consecutivo.

O resultado aprofunda o lugar do PSG na história recente do esporte. Por muito tempo visto como um clube glamouroso que entregava menos do que prometia, apesar de todo o investimento, o time construiu uma verdadeira dinastia sob o comando de Luis Enrique, que agora soma seis vitórias em seis disputas de pênaltis pelo PSG e 12 triunfos em 13 finais únicas de clubes em toda a sua carreira como técnico. “É mais forte do que no ano passado porque, antes do jogo, sabíamos exatamente o quão difícil seria enfrentar o Arsenal”, disse Enrique. “Como clube e como cidade, é incrível vencer, e acho que merecemos pelo que fizemos ao longo da temporada. A final foi uma verdadeira batalha.”

Para o Arsenal, a derrota dói na mesma medida da temporada que o time construiu. Onze dias depois de celebrar o primeiro título de Premier League em 22 anos, a equipe encerrou a campanha europeia sem perder um jogo sequer — à exceção da disputa de pênaltis. Esta foi apenas a sua segunda final de Champions League, a primeira desde a derrota para o Barcelona em 2006, e os ingleses levaram o melhor time do continente ao limite, até a última cobrança. “Parte o coração. É devastador perder uma final de Champions League nos pênaltis”, disse Declan Rice. “Mas tentamos manter a perspectiva sobre o quanto evoluímos como grupo. Foi uma temporada incrível. Entregamos absolutamente tudo até aqui. Levamos o jogo para os pênaltis. Aí vira loteria.”

Sophie Caraan Managing Editor

Sophie Caraan is the Managing Editor at Hypebeast, where she sets the editorial direction, standards, and output strategy for the HQ team. With a decade of editorial experience, she brings both a storyteller's instinct and a strategist's eye — spotlighting the figures and movements that shape the culture across a multitude of lanes. Her tenure is marked by high-impact conversations with the likes of RZA, Mads Mikkelsen, CORTIS, Erling Haaland, Kasing Lung, NIGO, and more.

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