Esta matéria acompanha nossa reportagem de capa com Don Toliver na Hypebeast Magazine #37: The Architects Issue. Para garantir o seu exemplar, visite a HBX.
Don Toliver é apaixonado por carros. Isso é evidente. Mas com Octane, essa obsessão ganha um caráter mais intencional, quase uma filosofia que pulsa no DNA de todo o projeto. O álbum soa como uma carta de amor acelerada até o talo ao rali do Group B e aos combustíveis de alto desempenho. Ele já começa com “E85”, uma ode à mistura de combustível de alta octanagem usada em veículos flex. Desde o início, fica claro: se em Hardstone Psycho, de 2024, o músico de Houston construiu um universo musical e visual inteiro em torno da cultura das motos, Octanecoloca Toliver compondo para a velocidade e a descarga de adrenalina das corridas de rali.
“Fiquei fascinado em ver os pilotos correrem e os fãs literalmente assistindo ali, na beira da pista”, ele conta à Hypebeast. “Meio que senti que isso é parecido com o que acontece quando estamos no palco.”
Álbuns conceituais não são novidade para Toliver, mas Octanenão soa como um conceito de ocasião. Parece mais a extensão de algo que sempre esteve ali, uma fixação antiga por motores, movimento e pelos cenários que envolvem os dois. Poucos dias antes do nosso ensaio de capa, Toliver estava em Montana para a FAT Ice Race em Big Skycomo convidado da Porsche Cars North America, derrapando com seu Porsche 911 Dakar pelas estradas sinuosas do terreno montanhoso coberto de neve. Para o álbum em si, ele se aliou à West Coast Customspara transformar um Audi Coupe GT em um carro de rali no estilo Group B, que mais tarde se tornaria o eixo da direção criativa do disco e rodaria o país em uma turnê de divulgação, incluindo uma parada no SXSW.
Esse mesmo carro virou personagem central no universo visual do álbum. Ele aparece pela primeira vez no trailer de Octane , where Toliver pulls up as roadside aid to a crashed-out vixen before racing through the California hills. The scene shifts to Mount Wilson Observatory, where he takes on a Dr. Frankenstein-like role, resurrecting her through sound pulled from the “cosmic void.” The narrative carries into videos like , em que Toliver chega como um socorro de estrada para uma musa recém-acidentada, antes de disparar pelas montanhas da Califórnia. A cena então migra para o Mount Wilson Observatory, onde ele assume um papel à la Dr. Frankenstein, ressuscitando-a por meio de sons extraídos do “vazio cósmico”. A narrativa se estende para clipes como “ATM” e “Tiramisu”,
em que sua coleção pessoal continua borrando a linha entre cenário e protagonista — incluindo o Porsche 911 Dakar que aparece neste último.
Para o nosso ensaio de capa em Los Angeles, pedimos que Toliver levasse um ou dois carros. Ele apareceu de Lamborghini Revuelto, acompanhado do seu Porsche 911 Dakar e de um Honda NSX, seguido pela equipe em um Rolls-Royce Cullinan, depois trocado por um Rolls-Royce Phantom creme. Não era excesso gratuito; é simplesmente assim que o mundo dele se apresenta quando as portas se abrem.
A relação dele com os carros vai além de um truque de imagem. Enquanto muitos artistas colecionam modelos por status, Toliver se conecta com o design em si. “Eu simplesmente amo os carros, as linhas de carroceria. Eles me levam para um lugar muito especial”, diz. Esse mindset ultrapassa as paredes do estúdio. Quando o assunto é aproximar esse universo dos fãs, ele já está um passo à frente: “Já fiz alguns encontros de carro menores por causa do álbum, mas assim que tiver um tempo livre, possivelmente em turnê, vou marcar mais alguns. Provavelmente em todas as cidades.”Para entender como essa obsessão se transformou em Octane, selecionamos trechos-chave da nossa Hypebeast Magazine Issue 37
com ele na capa, rastreando como o amor de Toliver por carros virou a espinha dorsal de seu primeiro álbum a alcançar o topo das paradas. Aperte o cinto.Você já falou antes sobre sua paixão por carros. De onde veio a ideia de Octane
?Toliver:
A ideia para o projeto nasceu do meu amor por automobilismo, carros e tudo que envolve esse universo. Eu vinha de Hardstone, que girava em torno de Harleys, baggers e todas aquelas motos que levei para o jogo. Mas este aqui foi pensado muito mais em cima do rali Group B.
Fiquei obcecado em ver os pilotos correndo e os fãs literalmente ali, colados na pista. Senti que era parecido com o que rola quando estamos no palco. Quando as coisas estão tão intensas quanto podem ficar e os fãs estão enlouquecidos, fora de controle no próprio mundo, a sensação é a mesma. Você está lá embaixo, acelerando, com fãs de câmera na mão, todos agitados, e os motores gritando. É como se você estivesse se apresentando para eles.
Eu simplesmente amo os carros, as linhas de carroceria. Eles me transportam para um lugar muito especial. Então quis trazer isso para a minha vida e para a música. O passo seguinte foi encontrar uma casa para tudo isso. Cheguei a pensar em construir minhas próprias instalações, talvez um domo geodésico gigante, mas pensei: “Isso é muito dinheiro e muito tempo.”
Acabei esbarrando no Mount Wilson e comecei a pesquisar muito sobre o lugar, o que ele representava, o que [o pioneiro da astronomia Edwin] Hubble fez ali. Comecei minha própria jornada como astrônomo amador enquanto fazia música. Pude criar lá, passar tempo lá, fotografar e filmar demais naquele espaço. Misturei tudo isso para criar este álbum.
Eu vi que você esteve recentemente em Montana para a FAT Ice Race. Como foi essa experiência?Toliver:
A corrida em Montana foi só uma amostra do que vem por aí. Foi incrível. Consegui levar meu carro, mostrar, dirigir. Vencemos em grande estilo e eu me diverti demais.
Mudando de marcha: você acha que a cultura automotiva é melhor em Houston ou em LA?Toliver:
Essa é uma ótima pergunta. A cultura de carros em Houston é definitivamente insana. Em todo o Texas, na real, é coisa de doido. Mas LA tem esse clima meio sci-fi. Se você joga videogames como Need for Speed e Midnight Club, é essa a sensação. Para quem dirige, LA é linda.
Você já fez encontro de carro ou é algo que gostaria de fazer mais?Toliver:
Com certeza. Já organizei alguns encontros de carro menores por causa do álbum, mas assim que tiver um tempo livre, talvez em turnê, vou marcar mais alguns. Provavelmente em todas as cidades. Só para ver o que está rolando e o que a molecada tem na rua.Leia aqui nossa reportagem completa de capa com Don Toliver e peça a edição da Hypebeast Magazine #37: The Architects Issue estrelada pelo hitmaker de Houston na HBX