Coproprietário do Inter Miami revela que Lionel Messi ganha até US$ 80 milhões por ano
O craque argentino recebe um pacote milionário que inclui participação em receitas e até direito a futura fatia societária no clube.
Resumo
- O coproprietário do Inter Miami, Jorge Mas, revelou recentemente à Bloomberg que Lionel Messi fatura entre US$ 70 milhões e US$ 80 milhões por ano, considerando todas as frentes do seu acordo.
- Embora a remuneração garantida de Messi na MLS seja de cerca de US$ 20,4 milhões, seus ganhos totais disparam graças a acordos de participação em receita com a Apple e a Adidas, além de uma cláusula que lhe dá o direito de se tornar coproprietário do clube após a aposentadoria.
- Para bancar esse valor astronômico, Mas destacou a necessidade de patrocínios de nível mundial, ressaltando que os contratos comerciais representam aproximadamente 55% da receita do clube.
A verdadeira dimensão da mudança histórica de Lionel Messi para a Major League Soccer continua a ganhar contornos mais claros. De acordo com a ESPN, o coproprietário do Inter Miami, Jorge Mas, revelou em detalhes as realidades financeiras de ter o oito vezes vencedor da Bola de Ouro no elenco, contando que o atacante argentino ganha impressionantes US$ 70 milhões a US$ 80 milhões por ano. Esse valor astronômico consolida o status de Messi não apenas como o jogador mais bem pago da liga, mas como pilar central do agressivo modelo de negócios global do Inter Miami.
Segundo a MLS Players Association, o salário-base oficial de Messi é relativamente modesto para os padrões de uma superestrela global: US$ 12 milhões, com compensação garantida em torno de US$ 20,4 milhões. Porém, o verdadeiro valor do contrato é turbinado por fontes de receita adicionais sem precedentes. Mas confirmou que o teto de US$ 80 milhões leva em conta tudo, incluindo parcerias altamente lucrativas de divisão de receitas com a Apple, parceira de transmissão da MLS, e com a gigante de artigos esportivos Adidas. O ponto mais marcante é uma cláusula que permitirá a Messi tornar-se coproprietário da franquia assim que pendurar as chuteiras.
Bancar, possivelmente, o maior jogador da história do esporte exige uma estratégia financeira altamente sofisticada. Na entrevista, Mas detalhou como o Inter Miami administra um custo fixo tão alto: “O motivo pelo qual eu preciso de patrocinadores — e que eles sejam de padrão mundial — é porque os jogadores são caros. Eu pago o Messi — vale cada centavo —, mas são US$ 70 milhões a US$ 80 milhões por ano. Considerando tudo.”
Para sustentar essa estrutura financeira ambiciosa, o clube depende muito mais de suas parcerias comerciais do que dos acordos tradicionais de transmissão. Mas observou que patrocínios e contratos comerciais respondem por aproximadamente 55% da receita total do Inter Miami, enquanto os direitos de TV representam apenas cerca de 2%. Com Messi tendo assinado recentemente, em outubro, uma extensão contratual que o manterá nos Herons até a temporada de 2028 — permitindo que jogue até os 40 anos —, fica claro que a busca da franquia por patrocinadores globais de primeira linha é um projeto de longo prazo.

















