Tudo o que sabemos até agora sobre 'Cyberpunk: Edgerunners 2'

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Netflix/CD Projekt Red/Trigger

Night City é um lugar onde os sonhos custam caro, a vida humana é descartável e uma morte espetacular pode ser o mais próximo que se chega de um final feliz. David Martinez conheceu essa realidade a duras penas em Cyberpunk: Edgerunners, de 2022, mas sua história não foi bem uma exceção. Quatro anos depois, a CD PROJEKT RED e o Studio TRIGGER revisitam a metrópole distópica com Cyberpunk: Edgerunners 2, apresentando uma nova geração de personagens que talvez esteja fadada a aprender as mesmas lições.

Anunciada na Anime Expo 2025, a série independente de dez episódios acompanha quatro novos personagens cujos caminhos se cruzam no submundo corporativo e criminoso de Night City. Com a estreia na Netflix se aproximando no dia 20 de outubro, confira o que os trailers e anúncios oficiais revelam — e o que o vasto universo de Cyberpunk sugere para o futuro.

Uma nova história, mas a mesma Night City implacável

Ambientado por volta de 2076, o primeiro anime acompanhou a ascensão de David na equipe de mercenários de Maine, sua dependência cada vez maior de cibernéticos de nível militar e seu relacionamento com Lucy. A tragédia da obra materializou uma premissa central de Cyberpunk 2077: as megacorporações controlam a cidade, enquanto aqueles que estão na base arriscam seus corpos e suas vidas por uma chance de liberdade.
Em vez de mais uma escalada rumo à fama entre os mercenários, a continuação gira em torno de vingança, redenção e das consequências de decisões do passado. A premissa oficial reúne um edgerunner decaído em busca de propósito e um nômade que caça o responsável pela destruição de seu clã.

Conheça os novos protagonistas de Night City

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Weak “King” Kingsley já foi um edgerunner lendário, mas acabou perdendo seus aprimoramentos cibernéticos e a sua reputação. Sua queda inverte a trajetória de David e Maine: enquanto o excesso de modificações deles cobrava um preço psicológico, Weak precisa descobrir quem ele é sem o cromo que antes o definia.

D é um netrunner da Snake Nation que busca vingança pelo massacre de seu clã. Na mitologia de Cyberpunk, a Snake Nation é uma imensa aliança de nômades, sem laços muito rígidos, cujas comunidades colocam a família e a lealdade acima da hierarquia corporativa de Night City. A vingança de D pode colocar em evidência o mundo além das fronteiras da cidade.

Talia Yang cresceu entre a elite corporativa antes de se envolver com a Maelstrom, a gangue violenta e cheia de implantes já conhecida pelos jogadores de Cyberpunk 2077. Suas modificações extremas a colocam no centro da tensa relação da franquia entre o poder tecnológico e a identidade humana.

Enquanto isso, Roman Carax é um aspirante a cineasta que carrega uma câmera convencional por uma sociedade dominada pela neurodança, uma tecnologia que grava as experiências sensoriais de outra pessoa. Seu desejo de capturar algo genuíno contrasta com uma economia do entretenimento que transforma até o sofrimento humano em mercadoria.

Segredos corporativos, laços familiares e facções conhecidas

O elenco de apoio oferece pistas sobre como essas histórias se cruzam. Avida, uma ex-cantora de jazz e antigo amor de Weak, hoje é casada com Kiril, executivo da Kang Tao e pai de Talia. Richard, representante da Kang Tao, e Kitano, executivo da Arasaka, aprofundam a ligação do elenco com as poderosas megacorporações de Night City. Os experimentos da Arasaka ajudaram a causar a ruína de David, enquanto a Kang Tao é uma das principais fabricantes de armas inteligentes em Cyberpunk 2077.

A busca de D pelo assassino de seu clã supostamente revela segredos corporativos perigosos, levantando questionamentos sobre o que essas empresas sabem e quem elas estão protegendo. Sal Bigelow, proprietário do Braindance Paradise, e a engenheira de neurodança Jessie acrescentam uma nova dimensão à história: o negócio de gravar e vender as experiências de outras pessoas. No entanto, qualquer grande conspiração por trás disso ainda não foi confirmada.

O que os trailers e as prévias já revelaram?

O teaser de junho, embalado por “You Can’t Run From Me” de Rico Nasty, estabeleceu um tom brutal, enquanto a prévia de agosto revelou a data de estreia. O vídeo “Cyberpsycho” de setembro mostrou a equipe de Weak encurralada em uma operação violenta, e “Something Real”, lançado em outubro, apresentou a tensa conexão entre Roman e Talia.

O último trailer oficial mergulha mais fundo nos medos e relacionamentos dos personagens. D parece assombrado por pesadelos com seu clã assassinado, enquanto um misterioso fragmento vermelho recuperado de um corpo indica uma tecnologia perigosa. Weak nota algo perturbador no estado mental de Talia, e as imagens dão ainda mais peso ao vínculo que ela está desenvolvendo com Roman. Esses detalhes sugerem que o terror psicológico pode ser tão central na continuação quanto os tiroteios, embora a função do fragmento e a condição de Talia ainda não tenham sido esclarecidas.

Uma nova estética visual e sonora para o Studio TRIGGER

Kai Ikarashi substitui Hiroyuki Imaishi na direção, após ter dirigido o angustiante sexto episódio do anime original, “Girl on Fire”. Bartosz Sztybor, que retorna como showrunner, contrastou a ação ao estilo Michael Bay da primeira série com uma sequência mais inspirada em Martin Scorsese, citando narrativas interconectadas em obras como Pulp Fiction. Ichigo Kanno lidera o design de personagens, e Masahiko Otsuka volta para a adaptação do roteiro.
As influências da equipe vão desde os animes dos anos 1990 até o terror corporal de David Cronenberg, Takashi Miike e Julia Ducournau. Até a aparência de Night City muda: a luz do sol mais dura dá à sua violência um tom diferente das noites banhadas a neon da obra original.

“10:15 Saturday Night”, do The Cure, é o tema de abertura, enquanto “Watson”, de Petite Meller, encerra os episódios. A escolha marca uma mudança em relação ao anime original, onde “I Really Want to Stay at Your House”, de Rosa Walton, tornou-se inseparável do romance entre David e Lucy. O remix de Marlon Hoffstadt para “High Forever”, de Petite Meller, embala o trailer mais recente, juntando-se a faixas de Rico Nasty e DOUDOU já apresentadas.

Onde a obra se encaixa na linha do tempo de Cyberpunk 2077?

O primeiro Edgerunners se passa cerca de um ano antes de Cyberpunk 2077, que reconhece David em sua missão secundária “Over the Edge” e permite aos jogadores obter sua jaqueta amarela. O ano exato da continuação ainda não foi revelado, o que deixa incerta sua relação com as linhas do tempo de David e V. Arasaka, Kang Tao e Maelstrom fornecem conexões já familiares, mas aparições de Lucy, Falco ou Adam Smasher não foram confirmadas.

Uma trama de vingança com laços corporativos: A vingança de D e a perda de reputação de Weak podem ter origem na mesma operação mercenária, possivelmente encomendada pela Kang Tao ou pela Arasaka. Isso transformaria uma narrativa clássica de vingança em um confronto entre alguém que busca justiça e outro que busca redenção. Por enquanto, tudo não passa de teoria.

Ciberpsicose e IAs rebeldes: A perda do cromo de Weak e as modificações extremas de Talia revisitam o preço psicológico dos aprimoramentos. Em toda a franquia, a ciberpsicose está atrelada ao trauma, ao isolamento e à desumanização, em vez de ser apresentada apenas como consequência do excesso de implantes. Enquanto isso, o misterioso fragmento de D convida a comparações com Phantom Liberty, onde Songbird e o Projeto Cynosure da Militech expõem os perigos de cruzar a Blackwall, a barreira que separa a Rede utilizável das IAs rebeldes. Nada confirma que o fragmento envolva a Blackwall, mas uma conexão do tipo ampliaria os questionamentos da série sobre identidade para além do corpo físico.

Quem controla a história de uma lenda? Roman talvez ofereça a perspectiva mais reveladora da continuação. As neurodanças reproduzem sensações vividas, mas podem ser editadas, comercializadas e exploradas. Em uma cidade onde os mercenários são lembrados mais pela forma como morrem do que por como vivem, a sua câmera pode questionar quem tem o direito de preservar a verdade — e se documentar a violência torna o observador cúmplice.

Quando Cyberpunk: Edgerunners 2 será lançado?

Cyberpunk: Edgerunners 2 estreia exclusivamente na Netflix em 20 de outubro de 2026, com dez episódios. Se os novos protagonistas encontrarão vingança, redenção ou mais um final trágico, ainda não se sabe. Night City, porém, nunca teve dificuldade em transformar mais uma vítima em lenda.

Zoe Leung Senior Editor

Zoe Leung is a Senior Editor at Hypebeast, where she has been shaping the publication’s coverage of horology, art, design, and culture since 2023. Her extensive watch reporting spans exclusive manufacture visits with Maisons like Zenith, Jaeger-LeCoultre, and Grand Seiko, as well as insightful conversations with industry leaders and artisans. Beyond watches, she regularly spotlights international creatives and cultural phenomena, utilizing her knowledge of global music and entertainment subcultures to deliver narratives that explore the worldwide influence of contemporary visual storytelling and cross-cultural artistry.

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