Resumo
- O coletivo de arte e moda MSCHF vai apresentar sua mais recente obra, “King Solomon’s Baby”, no Pioneer Works, no dia 10 de julho.
- Avaliada em US$ 100.000 como peça única, a escultura de grande escala será fatiada e terá o preço reajustado de acordo com o número de compradores.
O processo de corte ficará em exibição no Pioneer Works durante uma performance de dois dias, também transmitida on-line.
Depois de chamar atenção com Material Values, apresentado na Nanzuka Underground no início deste ano, o coletivo criativo MSCHF retorna às suas raízes no Brooklyn com “King Solomon’s Baby”, uma escultura monumental a caminho do açougue. Com estreia marcada para 10 de julho no Pioneer Works, a peça revive a parábola bíblica com um toque contemporâneo, colocando o destino de seu desmembramento nas mãos dos compradores.
A lógica é simples: se houver apenas um comprador, a escultura custará US$ 100.000, intacta. Se mais gente entrar no jogo, a obra será fatiada proporcionalmente — dois compradores recebem metades de US$ 50.000, três compradores levam três fatias e por aí vai. É o que o coletivo chama de um “teste de confiança financeiro”, que convida colecionadores a apostar que outros virão depois, justificando retroativamente o investimento.
O projeto dá continuidade à sequência de espetáculos participativos da MSCHF, que escancaram o absurdo do valor de mercado por meio de invenções e obras satíricas. É o mesmo jogo de confiança e posse visto em criações anteriores, como o ATM Leaderboard da Art Basel Miami ou a ocasião em que o grupo cortou e vendeu um quadro de Damien Hirst em pontos isolados.
As vendas abrem em kingsolomonsbaby.com às 14h (EST) do dia 10 de julho. A recepção pública acontece das 19h às 21h no Pioneer Works, com a primeira fatia cerimonial marcada para as 20h30. Nos dois dias seguintes, a escultura será dividida em seu número final de partes durante uma performance contínua, transmitida on-line e aberta à visitação presencial. A obra, já fragmentada, permanecerá em exibição até o Second Sunday de julho do Pioneer Works.
Como solução irreverente para o pesadelo logístico de comprar, armazenar e transportar arte, a MSCHF pergunta: por que não dividir o fardo?



