Existe uma Hong Kong que só os bem-informados conhecem: uma cidade de rooftops nas alturas, menus degustação multissensoriais, coberturas voltadas para o porto e experiências tão discretas que é preciso saber para descobrir. Se a sua ideia é uma escapada de luxo — e não apenas uma escala rápida — este é o ponto de partida.
Hong Kong vai subir de nível em 2025 — veja como aproveitar do jeito certo.
Onde Ficar
Em Hong Kong não faltam hotéis cinco-estrelas, mas o segredo é encontrar aqueles que oferecem mais do que lobbies de mármore e vistas da cidade. Na ilha de Hong Kong, o The Upper House transforma serenidade em luxo. Projetado para parecer uma residência particular, seus quartos combinam madeira natural e pedra, com janelas voltadas para o Victoria Harbour e banheiras fundas perfeitas para apreciar o skyline.
Do outro lado do porto, em Tsim Sha Tsui, o Rosewood Hong Kong segue redefinindo o luxo contemporâneo. São 11 restaurantes e bares, um centro de bem-estar de última geração e serviço de mordomo sob medida — pura indulgência. Reserve a Grand Harbour Corner Suite para algo verdadeiramente especial. Já o The Peninsula, a “grande dame” original da cidade, continua em liga própria, com tetos abobadados, frota de Rolls-Royce e piscina em estilo romano voltada para a Ilha de Hong Kong. Se a ideia é experimentar algo recém-revitalizado, o Regent Hong Kong acaba de reabrir após uma grande reforma, oferecendo 129 suítes suntuosas e um foco renovado no serviço.
Cada uma dessas hospedagens reúne serviços sob medida, conforto e mimos que tornam dolorosa a hora do check-out.
Onde Se Entregar
Se busca experiências únicas na vida, Hong Kong te espera. Comece pelo mar, fretando um iate privativo para dar a volta às ilhas. Operadoras como Lazydays ou Breakaway organizam cruzeiros diurnos com serviço de catering completo, experiências de omakase, roteiros sob medida e embarcações de luxo. Zarpe na golden hour para um visual surreal da cidade.
Se preferir admirar tudo do alto, vários hotéis de luxo — entre eles o The Peninsula — oferecem transfers de helicóptero e voos panorâmicos exclusivos diretamente dos rooftops, tornando o trajeto tão luxuoso quanto o destino.
E para quem quer subir ainda mais o nível, considere reservar a Suíte André Fu no The Upper House para um jantar fino e privado, ou uma degustação de vinhos em um dos espaços gastronômicos premium do Rosewood.
Onde Comer
Em Hong Kong é difícil comer mal, mas há refeições em outro patamar. No WING, os menus degustação de cozinha chinesa moderna do chef Vicky Cheng são minuciosamente elaborados. Em 20º lugar na lista dos World’s 50 Best Restaurants, o restaurante reinventa sabores chineses nostálgicos com atenção obsessiva aos detalhes.
Em uma esquina tranquila de Sheung Wan, o Racines leva a sofisticação da cozinha francesa moderna à mesa com menus de sete ou nove etapas guiados pela sazonalidade e por uma apresentação irretocável. Sob o comando do chef Romain Dupeyre, jantar aqui é uma experiência íntima, pensada e discretamente confiante.
Para algo com menos pompa, mas tanto sabor quanto, vá ao Yat Lok provar o lendário ganso assado. A pele estala, as filas contornam o quarteirão e a estrela Michelin fala por si. Às vezes, o luxo vem em uma bandeja de plástico, não em linho branco.
Onde Beber
Sua prioridade é um drink com vista? Comece no Ozone, o bar mais alto do mundo, no topo do Ritz-Carlton. Mas, se o sabor fala mais alto que a altitude, o ARGO, no Four Seasons, é o endereço. O conceito ali é inovação pura, com destilados e coquetéis que parecem saídos de um laboratório de design.
Em Soho, o Bar Leone transporta Roma para Hong Kong com coquetéis caprichados e um clima de bairro acolhedor. Já foi eleito duas vezes o Melhor Bar da Ásia e, mesmo assim, mantém uma informalidade charmosa — nada de grandes encenações, apenas habitués felizes e bebidas impecáveis.
Para algo mais animado, fique de olho na Social Club Series. Queridinhas do crowd “it” da cidade, essas pop-ups misturam festas diurnas, música curada e locais secretos. Não importa onde aconteçam, a energia é sempre alta — e você ainda pode sair cedo sem ressaca.
O Que Ver
Se a ideia é mergulhar na cena cultural de Hong Kong, opções não faltam. O que torna a cidade realmente excepcional é a forma como tradição e experimentação convivem, muitas vezes dentro do mesmo prédio. No M+, museu de cultura visual em West Kowloon, espere exposições arrojadas que percorrem design, vídeo, mídia digital, arte conceitual e fotografia — tudo em um espaço assinado por Herzog & de Meuron que virou polo criativo da região.
Uma curta travessia pelo porto leva ao Tai Kwun, que transformou o antigo Central Police Station Compound em um destino cultural. Parte sítio histórico, parte galeria a céu aberto, é o palco perfeito para exposições, performances, projeções e instalações.
Há também o PMQ, que há tempos impulsiona o design emergente, abrigando marcas de moda, artesãos e concept stores espalhados por seus extensos corredores. Para algo totalmente imersivo, o Xiqu Centre oferece um mergulho sensorial na ópera cantonesa e no teatro chinês, em um local tão impressionante quanto as apresentações.
O Grand Finale
Encerre o roteiro no The Peak. Sim, é um ponto turístico disputado. Sim, fica cheio. Mas, quando o sol se põe e a cidade se acende lá embaixo, ele continua merecendo lugar em qualquer itinerário curado — especialmente se você o enxergar como uma galeria de arte viva.
Hong Kong é uma cidade que nunca para de evoluir, onde o luxo depende tanto de informação quanto de acesso. Seja por uma semana ou por uma longa conexão, esta é a versão de Hong Kong que vale a pena explorar.
Para mais inspiração — e para começar a planejar sua escapada de alto nível em Hong Kong — visite o site Discover Hong Kong.