Estandes Imperdíveis na Zona Maco 2025
De exposições solo ousadas a apresentações em grupo que provocam reflexão.
Com Zona Macocelebrando duas décadas como pilar do cenário artístico latino-americano, a edição deste ano destaca instalações solo ousadas e apresentações em grupo instigantes. Rodrigo Ramírez distorce a identidade por meio de pinturas viscerais e em camadas, enquanto Lewinale Havette resgata a feminilidade e a migração com composições marcantes. Pachi Muruchu e Livien Yin tecem narrativas sobre herança e tempo, Ana Segovia reinventa a nostalgia cinematográfica, e Chavis Mármol explora as complexidades do amor e da identidade.
Para aumentar a empolgação, os visitantes podem votar em sua obra favorita dentre uma seleção de 20, com o artista e a galeria vencedores dividindo um prêmio de $100,000 USD de Erarta Foundation em comemoração ao 20º aniversário da feira.
Confira nosso resumo das apresentações de destaque na Zona Maco 2025, que acontece até 9 de fevereiro.
Rodrigo Ramírez na Swivel Gallery
Swivel Galleryapresenta uma exposição individual imersiva de Rodrigo Ramírez, onde nove pinturas interconectadas evocam as nove camadas do infraworld, conforme concebido na cultura mesoamericana pré-hispânica. As obras de Ramírez exploram a luta do corpo humano para conter sua turbulência psicológica e emocional. As figuras aparecem deformadas, fragmentadas e em limbo perpétuo — alienadas de si mesmas, presas em uma tensão não resolvida entre mente e corpo. Uma mostra visceral e hipnótica que atrai os espectadores para sua intensidade.
Lewinale Havette na Palo Gallery
Marcando sua estreia na Zona Maco, Palo Gallery de Nova Yorkapresenta um estande individual com novas pinturas e obras em papel de Lewinale Havette. Sua prática investiga a feminilidade, a migração e a identidade, moldada por suas experiências ao crescer na Libéria e se mover pela África Ocidental. Com uma marcante mistura de abstração e figurativismo, suas pinturas sobrepõem lavagens, respingos e traços gestuais para representar de forma poderosa e fluida a condição feminina. Esta apresentação dá continuidade à sua exposição individual de destaque na galeria em setembro de 2024, oferecendo obras inéditas que irradiam tanto desafio quanto graça.
Pachi Muruchu e Livien Yin na Micki Meng
Micki Mengapresenta um estande que combina as reflexões de Pachi Muruchu sobre a herança com a intersecção de narrativas históricas e contemporâneas de Livien Yin. As obras de Muruchu desvendam as complexidades da identidade, enquanto as peças de Yin propõem uma análise em camadas do tempo, da memória e da percepção. Juntas, criam um diálogo que envolve tanto o intelecto quanto a visão, convidando os espectadores a parar e olhar novamente.
Ana Segovia na Kurimanzutto
A artista Ana Segovia, baseada na Cidade do México e que participará da Bienal de Veneza deste ano, chama a atenção no estande da KurimanzuttoUm tríptico marcante revisita a iconografia do Spaghetti Western de Angel Eyes, de Lee Van Cleef, em The Good, the Bad and the Ugly (1966). Executado em tons ousados — com sua orelha surpreendentemente em rosa — a composição cinematográfica de Segovia, ambientada em um fundo azul vívido, evoca tanto nostalgia quanto reinvenção. As molduras cinzentas que cercam cada obra remetem à estética estrutural de Donald Judd, adicionando mais uma camada de intriga.
Apresentação em Grupo da JO-HS
JO-HS Galleryoferece uma apresentação em grupo dinâmica com a participação de Rodrigo Echeverría, Floria Gonzalez, Chavis Mármol e Kitty Rice. A exposição explora temas de transformação, mitologia pessoal e a tensão entre passado e presente. Entre os destaques, ‘Las perlas deberían de ser eternas’, de Chavis Mármol, revela uma narrativa envolvente de amor, ciúmes e identidade. Ao retratar irmãos gêmeos presos em uma dinâmica repleta de desejo e separação, o trabalho de Mármol investiga como o trauma e os laços familiares moldam nossa compreensão sobre a liberdade e a individualidade.


















