Resumo
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A estreia de Pierpaolo Piccioli na Balenciaga trouxe um desfile ao ar livre, depurado e essencial, que colocou as roupas em primeiro plano, acima da teatralidade de seu antecessor.
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A coleção apostou em cortes primorosos e no movimento dos tecidos, valendo-se de uma abordagem minimalista para criar silhuetas ousadas e volumosas.
A coleção de estreia de alta-costura de Pierpaolo Piccioli para a Balenciaga aconteceu nos jardins ao ar livre da Cité Internationale Universitaire de Paris. Embalada pela voz serena da cantora Anohni, a apresentação avançava sobre um tapete branco banhado de luz e ar — um cenário depurado para receber os looks coloridos, fluidos e cheios de leveza criados pelos costureiros da maison.
O desfile contrasta com o estilo do ex-diretor criativo Demna, que frequentemente colocava grande ênfase no cenário e na teatralidade, por vezes desviando o foco das roupas. Já a estreia de Piccioli foi pensada para propor um espetáculo refinado e concentrado, em que as peças assumiam, sem dúvida, o papel principal acima de qualquer encenação.
Em declaração originalmente dada à WWD, Piccioli explicou sua metodologia: “Engenhar os cortes, não usar tantos tecidos, não usar estruturas adicionais, mas chegar à fusão perfeita entre o tecido, a forma, a cor e a superfície — como se você usasse apenas um gesto para criar o objeto.” A abordagem contida do designer se revela nas formas simples, ainda que imponentes, em que o movimento do tecido e sua interação com a luz é o que captura o olhar.
Um dos looks traz um trench coat caramelo totalmente coberto de plumas, que esconde uma calça em tom teal, enquanto outro é um vestido violeta monolítico que parecia inflar ao encontrar o vento. Em outro momento, Gigi Hadid surgiu em um look todo preto arrematado por uma imensa gola de plumas negras — algo que facilmente imaginaríamos a cantora islandesa Björk usando no palco. Mesmo quando as descrições soam extravagantes, as peças cumprem a promessa de Piccioli de usar “um gesto para criar o objeto”.



