Apple aumenta preços de MacBook e iPad no mundo todo em meio a crise de chips de memória causada pelo boom de IA
A empresa afirma que vinha segurando até agora o repasse da alta nos custos de componentes, mas a disparada na demanda por chips para IA tornou impossível continuar absorvendo esses aumentos.
Resumo
A Apple aumentou os preços dos produtos MacBook e iPad em todo o mundo, em alguns casos em quase 20%, citando uma disparada inédita nos custos de chips de memória e armazenamento impulsionada pela demanda de data centers de IA.
O MacBook Pro com 1 TB de armazenamento passou de US$ 1.699 para US$ 1.999 nos Estados Unidos, enquanto o notebook Apple Neo subiu de £599 para £699 no Reino Unido.
A Apple afirmou que vinha protegendo os consumidores da alta nos custos de componentes até agora, mas chegou a um ponto em que aumentos de preço em Macs e iPads se tornaram inevitáveis.
A Apple aumentou os preços dos produtos MacBook e iPad em todo o mundo, alegando a disparada nos custos de componentes de memória e armazenamento, impulsionada pela forte demanda por chips que alimentam data centers de IA. A empresa classificou a situação como um desafio sem precedentes, afirmando que nunca tinha visto os preços de componentes subirem tanto, tão rápido, e confirmou que vinha absorvendo esses aumentos até chegar a um ponto em que repassá‑los ao consumidor se tornou inevitável.
O fator específico por trás disso é o desequilíbrio entre oferta e demanda no mercado de chips de memória e armazenamento, especialmente RAM, provocado pela rápida proliferação de data centers necessários para sustentar o boom de IA. A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, a maior fabricante de chips do mundo e fornecedora de Apple, Nvidia e AMD, indicou, em separado, que a inflação está elevando seus próprios custos operacionais, e Wendell Huang, da TSMC, não descartou novos aumentos de preços em uma BBC entrevista no início de junho. O atual CEO da Apple, Tim Cook, que está de saída, já havia sinalizado essa direção antes, dizendo ao Wall Street Journal que os aumentos de preços eram inevitáveis diante do que ele descreveu como uma situação insustentável em torno dos chips de memória, acrescentando que o setor precisa que os preços e a oferta de memória voltem a patamares razoáveis para produtos de consumo.
O MacBook Pro com 1 TB de armazenamento agora está listado a US$ 1.999, ante US$ 1.699 na loja da Apple nos Estados Unidos, um aumento de US$ 300. No Reino Unido, o Apple MacBook Neo, o laptop mais acessível da marca, subiu de £599 para £699 em poucos meses após o lançamento. A Apple confirmou que os reajustes se estendem por todas as linhas de iPad e Mac, embora detalhes específicos por modelo, além desses exemplos, não tenham sido informados no material de origem.
A reação dos analistas tem sido ponderada, e não alarmista. O analista de tecnologia Paolo Pescatore disse à BBC que as decisões da Apple demonstram a dimensão do desafio que atinge até as maiores empresas de tecnologia do mundo, classificando os aumentos como um momento marcante, dado o porte e o poder de compra da Apple. Dipanjan Chatterjee, da Forrester Research, sugeriu que a base fiel de clientes da Apple deve absorver o impacto financeiro sem grande resistência, observando que, se alguma empresa consegue atravessar um reajuste de preços com desgaste mínimo, é a Apple. David Naranjo, da Counterpoint Research, previu que outros fabricantes de PCs e tablets vão seguir o movimento, seja por meio de aumentos diretos em produtos selecionados, cortes em descontos de modelos de entrada ou uma guinada de foco para dispositivos premium.
A Apple afirmou que está trabalhando para encontrar soluções para a escalada de custos de componentes, embora não tenha apresentado prazos nem uma estratégia específica além dessa declaração.
Apple has drastically increased prices due to rising costs.
The fully loaded 16-inch MacBook Pro now costs $9999.
Via Mark Gurman/Bloomberg pic.twitter.com/5V3hTCbqu1
— Chubby♨️ (@kimmonismus) June 25, 2026

















