Dior FW26 reinventa o passeio parisiense sob o olhar de Jonathan Anderson
Em sua segunda coleção feminina para a marca, o designer dita o clima com flores à la Monet dentro de uma gigantesca estufa de vidro.
Resumo
- Jonathan Anderson apresentou sua aguardadíssima segunda coleção feminina da Christian Dior no Jardin des Tuileries, durante a Paris Fashion Week.
- O desfile de Outono/Inverno 2026 aconteceu dentro de uma imensa estufa de vidro erguida ao redor de um lago artificial repleto de nenúfares, fortemente inspirado por Claude Monet e pela tradição parisiense de passear pelos jardins.
- A coleção equilibrou com maestria sensibilidades masculinas e femininas, com jaquetas Bar revisitadas, delicadas saias com babados, jeans ricamente bordados e marcantes calçados florais em 3D.
Em sua segunda apresentação de prêt-à-porter na Dior, o diretor criativo Jonathan Anderson se entregou totalmente à luz, apresentando uma coleção de Outono/Inverno 2026 alegre e cheia de fantasia, em pleno coração de Paris.
Afastando-se da introspecção melancólica de sua temporada de estreia, Anderson transformou por completo o icônico Jardin des Tuileries. Em vez da habitual tenda branca da maison, o designer ergueu uma enorme estufa de vidro banhada de luz natural ao redor do Bassin Octogonal do jardim. O espaço amplo foi pontuado por nenúfares artificiais e clássicos bancos verdes de parque, evocando as lendárias pinturas impressionistas de Claude Monet e a tradição parisiense de se vestir apenas para passear, ver e ser visto.
As próprias peças funcionaram como uma releitura brilhante e contemporânea dos códigos históricos de Christian Dior, equilibrando com precisão a feminilidade delicada e o toque subversivo característico de Anderson. A lendária jaqueta Bar da maison foi reinventada de múltiplas formas — de versões curtas e transpassadas, sobrepondo anáguas volumosas, a modelos mais soltos e alongados em tweed Donegal. Elementos suaves e românticos, como saias de dotted Swiss com babados — uma referência jovem ao icônico vestido Junon — e tricôs esculturais em origami surgiram em contraste fluido com casacos mais pesados, ternos oversized de lã xadrez e calças esportivas em seda martelada marfim, arrematadas por fileiras de minúsculos botões de noiva forrados.
Reforçando o espírito lúdico da coleção, o tema floral foi levado muito além das estampas tradicionais. Nenúfares vibrantes em 3D e apliques florais adornavam as tiras frontais de delicadas sandálias de salto, enquanto jeans de corte relax ganhavam sofisticação com bordados intrincados de cristais, inspirados em motivos botânicos. Arrematando os acessórios, a cobiçada Book Tote da marca surgiu espertamente atualizada com capas de clássicos literários, como Les Fleurs du Mal, de Charles Baudelaire, consolidando as nuances românticas e intelectuais da coleção.
Com sua coleção de Outono/Inverno 2026, Jonathan Anderson prova que está, pouco a pouco, encontrando seu ritmo na Christian Dior, insuflando uma vida nova e inesperada na lendária casa de luxo.

















