No Backstage da Dior FW26 com Jonathan Anderson
Confira de perto as peças do desfile em um ensaio exclusivo direto dos bastidores.
Resumo
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Na sua segunda coleção masculina para a Dior, Jonathan Anderson subverte qualquer noção de normalidade ao orquestrar um choque criativo entre a elegância fluida da Belle Époque de Paul Poiret e a estética indie-rock contemporânea do músico Mk.gee.
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A coleção aposta em um mix radical de high-low styling, abrindo com corpetes de alta-costura inspirados nos anos 1920, combinados a jeans detonados e saltos cubanos com padronagem de réptil, para inaugurar uma nova silhueta arquitetônica para a Maison.
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A alfaiataria é definida por jogos de proporção cuidadosamente calculados, que vão de paletós hiperencolhidos, deixando o osso do quadril à mostra, a suéteres de lã básicos alongados em casulos até os tornozelos, além de parkas técnicas adornadas com painéis de seda de acervo de Poiret.
No backstage do desfile Fall/Winter 2026 da Dior, o clima lembrava menos um ateliê tradicional e mais um laboratório cinematográfico — apropriado, já que o diretor Luca Guadagnino circulava pelo espaço filmando os preparativos de Jonathan Anderson antes do show. “Eu não quero normalidade”, disparou Anderson, uma declaração imediatamente traduzida nas perucas elétricas e espetadas criadas por Guido Palau. Era uma coleção de “novos radicais”, em que a elegância etérea da Belle Époque encontrava a energia áspera e moderna do indie musician Mk.gee. O resultado foi uma colagem brilhantemente caótica que transformou o 30 Avenue Montaigne em cenário de rebelião estética.
O ponto de partida da temporada foi uma simples placa no chão em homenagem a Paul Poiret. Depois de adquirir um vestido Poiret de 1922, ainda sem uso, Anderson iniciou um experimento sartorial, unindo a fluidez histórica daquela maison de alta-costura à precisão estruturada da Dior. O desfile abriu com corpetes retrabalhados pelos ateliês da Dior, surpreendentemente combinados a jeans detonados e botas de bico em “D” com textura de réptil. Era um confronto entre o aristocrático e o cotidiano — um tema que se estendia às silhuetas de alfaiataria em “colapso”.
Anderson brincou com a linha do tempo do terno, propondo paletós dos anos 1960 hiperencolhidos, que terminam acima do quadril, e blazers pied-de-poule dos anos 1940 com proporções provocantemente curtas. Suéteres de lã do dia a dia foram reinventados como casulos que chegam aos tornozelos, enquanto parkas técnicas ganharam status com painéis em forma de capa, exibindo jacquards de borboleta dos fornecedores originais de seda de Poiret. Dos babados tipo gola-pierrot com atitude punk aos brocados de arquivo, a coleção deixou claro que Anderson não está interessado em seguir uma fórmula. O que o move é o “estranho”, o tátil e a adrenalina de ver o velho e o novo colidirem com uma facilidade espontânea e perigosamente instigante. Veja aqui, de perto, os detalhes da coleção.
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