Por que o seu clube de futebol favorito está se aventurando no golfe, na surdina
A nova collab do AC Milan com a PUMA Golf mostra como o futebol está, cada vez mais, invadindo os fairways.
Será que estamos prestes a ver ainda mais clubes de futebol ao redor do mundo entrarem no universo do golfe?
O AC Milan acaba de revelar uma nova cápsula de golfe em parceria com a PUMA Golf: uma coleção tonal com pegada lifestyle, estrelada por Christian Pulisic — atacante da seleção dos EUA e notório fanático por golfe. A linha equilibra desempenho e elegância na mesma medida, inspirando-se na identidade extracampo do clube e trazendo um brasão recém-criado do “AC Milan Golf Club”.
“O golfe sempre foi uma das minhas maiores paixões fora do futebol”, disse Pulisic. “Juntar esses dois lados do meu mundo por meio desta coleção foi algo realmente especial.”
Não é a primeira iniciativa do gênero. No último inverno, o Aston Villa, da Premier League, entrou discretamente no fairway com uma cápsula de peças prontas para o campo — polos, jaquetas e bonés com bordado sob medida, criada em colaboração com a fornecedora de uniformes adidas. Os astros Matty Cash e Tyrone Mings estrelaram a campanha, divulgada nas redes sociais do próprio clube.
Conjuntamente, essas colaborações revelam algo mais profundo: para atletas de elite, o golfe não é só um hobby, é parte do seu estilo de vida. Em meio ao ritmo frenético das competições nacionais e internacionais, o golfe oferece outra dinâmica: um reset pessoal, a chance de se conectar com os companheiros longe do gramado e um ambiente controlado, onde tudo acontece no seu tempo.
Produtos de golfe com a marca dos clubes não são exatamente novidade. O que mudou foi a intenção — e o estilo. Já não se trata mais de capas de taco divertidas ou marcadores de bola jogados de brinde. Os clubes de futebol estão agindo como casas de moda, tecendo narrativas de lifestyle que vão do dia de jogo à entressafra da temporada. Nesse contexto, o golfe vira mais uma tela: um espaço para mostrar bom gosto, celebrar a herança e transformar paixão em peças usáveis.
Usar jogadores do elenco principal como garotos-propaganda? É o cheat code. O que eles podem não ter em fundamentos de swing sobra em presença. Gareth Bale sacou isso depois de se aposentar, mas a lição agora é que não é preciso esperar pendurar as chuteiras: dá para construir essa identidade crossover enquanto ainda se atua no mais alto nível.















