Exaltation na Plato Gallery: extravagância no volume máximo

PLATO Gallery 'Exaltation' Group Exhibition New York art artworks
Jacob Rochester. Courtesy of the artist and Plato Gallery.
PLATO Gallery 'Exaltation' Group Exhibition New York art artworks
Alic Brock. Courtesy of the artist and Plato Gallery.
PLATO Gallery 'Exaltation' Group Exhibition New York art artworks
Takura Suzuki. Courtesy of the artist and Plato Gallery.
PLATO Gallery 'Exaltation' Group Exhibition New York art artworks
Alex Sutcliffe. Courtesy of the artist and Plato Gallery.
PLATO Gallery 'Exaltation' Group Exhibition New York art artworks
Yoon Hyup. Courtesy of the artist and Plato Gallery.
PLATO Gallery 'Exaltation' Group Exhibition New York art artworks
Mevlana Lipp. Courtesy of the artist and Plato Gallery.
PLATO Gallery 'Exaltation' Group Exhibition New York art artworks
Guillermo Serrano Amat. Courtesy of the artist and Plato Gallery.
PLATO Gallery 'Exaltation' Group Exhibition New York art artworks
Andrew Woolbright. Courtesy of the artist and Plato Gallery.
PLATO Gallery 'Exaltation' Group Exhibition New York art artworks
Darina Karpov. Courtesy of the artist and Plato Gallery.
PLATO Gallery 'Exaltation' Group Exhibition New York art artworks
Akos Ezer. Courtesy of the artist and Plato Gallery.
PLATO Gallery 'Exaltation' Group Exhibition New York art artworks
Vickie Vainionpaa. Courtesy of the artist and Plato Gallery.

Resumo

  • A Plato Gallery apresenta atualmente Exaltation, uma mostra coletiva com 18 artistas, em cartaz até 16 de agosto, em Nova York.
  • A exposição reinventa a arte maneirista através de uma lente contemporânea, inspirando-se em sua celebração do excesso como estratégia de sobrevivência num mundo marcado por turbulências sociais, emocionais e culturais.

Diante de uma era de colapso e reinvenção, os artistas elevam a extravagância e o excesso ao limite. Essa reação é o ponto central de Exaltation, nova exposição coletiva com 18 artistas na Plato Gallery, em Nova York, em cartaz até 16 de agosto. A mostra investiga o que significa produzir arte maneirista hoje, apresentando o nosso momento como uma espécie de distorção requintada, na qual a história se repete e a intensidade emocional torna-se um ato de sobrevivência.

O maneirismo caracteriza-se por privilegiar o estilo em detrimento da forma e o drama em vez do equilíbrio, e Exaltation expande essa ideia para abraçar o presente. Assim como artistas da Itália do século XVI lidaram com as consequências do Saque de Roma, ou criativos da França pré-revolucionária responderam à decadência com os frufrus rococós, os artistas de hoje canalizam a ambiguidade emocional em formas ricas e dissonantes, cores chocantes, texturas barrocas e luzes surreais.

Com curadoria da galerista Elena Platonova, a mostra se inspira no retorno do neorrococó no ano passado e no amplo movimento de arte produzida em meio à instabilidade coletiva. Períodos de crise sempre impulsionaram transformações artísticas: do fim do Império Romano ao início da Primeira Guerra Mundial. Platonova aponta o remix Gotye-Kimbra de 2025 de Doechii, “Anxiety”, como trilha sonora ideal da exposição: “Anxiety é talvez o sentimento-chave da arte maneirista, que anuncia o fim de uma era de harmonia e explode em assimetrias, diagonais, cores inesperadas, composições precárias e todo tipo de textura e efeito capazes de mexer com as emoções: fogos de artifício, suor, reflexos, luzes, brilho neon e o fulgor de tecidos fluorescentes.”

Reunindo pinturas, obras em mídia mista e esculturas, Exaltation revê a história da arte e suas tradições por meio de um olhar contemporâneo caleidoscópico: Alic Brock nos leva à Paris de Tamara de Lempicka e à Roma Antiga; o boxeador sentado de Jacob Rochester canaliza o chiaroscuro meditativo e dramático de Caravaggio; enquanto Takura Suzuki cria uma ode à natureza-morta holandesa em letreiros luminosos em mandarim.

“Num mundo em que toda notícia é de última hora e qualquer pessoa pode ser famosa por três segundos, os artistas tentam agarrar-se ao conforto duradouro do passado com uma espirituosa exaltação do pós-pós-modernismo”, escreveu Platonova. “Se o fim pode estar próximo e alguém quer viver à flor da pele, em devaneio esperançoso e, de preferência, com estilo, quem somos nós para julgar?”

Plato Gallery
202 Bowery,
New York, NY 10012

Erin Ikeuchi Editor, Hypeart

Erin Ikeuchi is a New York-based writer focused on the intersection of contemporary art and culture. Her work spotlights stories, people and moments powering art’s new league, from icons to underground legends. Her formal background in anthropology informs a curious, cross-cultural eye for art where it’s least expected. Since joining Hypebeast in 2024, where she spearheads art-related content, she’s contributed hundreds of articles, including industry news, features and interviews, alongside serving as lead curator for ‘Under the Same Sky,’ Hypeart’s 2026 exhibition with Bonhams.

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