Para os Jovens, pelos Jovens: Myles Hall apresenta DIARY 1999
Lançando sua coleção de estreia.
Resumo
- O protegido de Matthew M. Williams, Myles Hall, lança sua nova marca, a DIARY 1999
- Seguindo o mantra “para os jovens, pelos jovens”, Hall mantém o radar antenado e busca inspiração em sua própria comunidade para a coleção de estreia
- Sua primeira coleção apresenta peças em jersey e denim japonês, com raízes na estética Americana
Myles Hall, criativo multidisciplinar de 26 anos e pupilo de longa data de Matthew M. Williams, assume os holofotes ao lançar seu projeto autoral, a DIARY 1999. A marca nasce de um princípio claro: para os jovens, pelos jovens — refletindo uma conexão profunda com sua comunidade por meio da música, da moda e da fotografia, tudo ancorado na estética Americana e no estilo autêntico da turma do Harlem. Observando o jeito como ele e os amigos se vestem no dia a dia, a DIARY 1999 aposta em peças casuais e fáceis de usar, com foco em outerwear, jerseys e denim japonês na coleção de estreia. Mais do que um novo label, o projeto é a soma de vivências acumuladas desde cedo, que destila anos de observação e imersão em uma visão coesa.
A trajetória de Hall na moda e nas artes visuais impressiona. Aos 14 anos, ele começou a trabalhar com Matthew M. Williams, tornou-se seu braço direito e absorveu ensinamentos valiosos de direção criativa. Aos 18, passou três anos em Londres ao lado do lendário image-maker Nick Knight, lapidando suas habilidades em fashion film, criação de imagens e direção criativa. Essas experiências lhe renderam uma rede global sólida que passa pelos Estados Unidos, Japão, Paris e Londres.
Em entrevista exclusiva à Hypebeast, Hall relembrou sua habilidade de vida toda para antecipar tendências — um faro intuitivo que impulsionou sua trajetória. Ele contou que estava entre os primeiros da fila em lançamentos icônicos, como quando aguardou a cobiçada camiseta Supreme da Kate Moss. Hall disse à Hypebeast que era obcecado em fazer parte da cultura e que apurou seu olhar para tendências ao cultivar diferentes perspectivas desde cedo. Sua observação da cultura de rua e das subculturas foi o combustível que o preparou para lançar uma marca que vibra no mesmo compasso da sua geração. Em uma conversa conjunta com Hypebeast, Williams contou que, depois de duas décadas no setor, quer retribuir aos novos designers — e vem fazendo isso aos poucos, apoiando labels emergentes como a de Hall.
A coleção inaugural da DIARY 1999 comprova a visão singular de Hall. O line-up traz um leque consistente de peças em jersey, com detalhes e estampas inspirados no imaginário Americana e nos códigos de vestuário que marcaram sua infância. O destaque fica para o outerwear — em especial uma jaqueta com gola-almofada e zíper que repagina o clássico modelo com capuz. O drop inclui ainda jeans feitos à mão em denim japonês, reflexo da admiração e do respeito do designer pela qualidade artesanal do país.
Para além das roupas, a fotografia de Hall o aproximou da nova geração de músicos norte-americanos — nomes como Ken Carson, Destroy Lonely e Playboi Carti, do coletivo Opium. Essa abordagem interdisciplinar, que costura música, moda e arte visual, é o que realmente define a DIARY 1999. Mais do que uma marca, ela é o reflexo de uma cultura vibrante e conectada, pronta para moldar o futuro da moda.



















