LVMH registra queda de 9% nas vendas de Fashion & Leather Goods no 1º semestre de 2025
Ventos econômicos contrários, vazamentos de dados e escândalos trabalhistas continuam abalando o conglomerado dono de Louis Vuitton, Dior, Loewe e Celine.
Resumo
- A LVMH ficou abaixo das expectativas dos analistas no primeiro semestre de 2025: o lucro líquido despencou 22% e a receita total recuou 4% em relação ao ano anterior, sinalizando a continuidade da desaceleração no mercado global de luxo — agravada pela queda nas vendas na China, pela má repercussão na mídia e pela baixa confiança do consumidor.
Reforçando o que já vem sendo um ano complicado para o segmento de luxo, a LVMH não alcançou as projeções dos analistas, de acordo com o balanço do grupo referente ao primeiro semestre de 2025, encerrado em 30 de junho.
Apesar de o lucro líquido ter recuado 22% no primeiro semestre de 2025, o conglomerado afirmou, em comunicado, que “mostrou boa resiliência e manteve seu poderoso impulso de inovação, apesar de um ambiente geopolítico e econômico conturbado”.
A receita total caiu 4% na comparação anual, de €46,8 bilhões para €39,8 bilhões, e a maior divisão da LVMH, Moda e Artigos de Couro (Fashion and Leather Goods), foi a mais atingida, com as vendas caindo 9%, de €20,8 bilhões no primeiro semestre de 2024 para €19,1 bilhões em 2025.
Controladora de nomes peso-pesado como Louis Vuitton, Dior, Fendi, Givenchy, Loro Piana e Celine, a companhia chegou a ensaiar uma recuperação no pós-pandemia, mas voltou a perder fôlego, assim como as rivais Kering e OTB Group. A retração do consumo de luxo é mais evidente na China, embora o esfriamento seja global. Após uma sequência de resultados frustrantes, a Hermès destronou a LVMH como a ação de luxo mais valiosa do mundo quando o primeiro trimestre da dona da Louis Vuitton registrou queda de 7,8% nas cotações.
O grupo também enfrentou péssima visibilidade na mídia neste ano: o escândalo de exploração trabalhista agora atinge a Loro Piana; violações de dados sacudiram a Louis Vuitton em Hong Kong e no Reino Unido; e a Dior se viu no centro de uma acusação de apropriação cultural. Somam-se a tudo isso o descontentamento dos consumidores com os aumentos de preço e a confiança em baixa, que continua derrubando as vendas.
No último ano, o desempenho da LVMH tem servido de termômetro para todo o mercado de luxo, e os números mais recentes mostram que a desaceleração ainda está longe de dar trégua.
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