Hypebeast Community Center: por dentro da Hikari no Yami
Quatro vezes bolsista de Virgil Abloh, Jakarie Whitaker revela a força punk por trás de sua label, Hikari no Yami — uma ponte entre sua herança afro-americana e as sensibilidades do design japonês.
Hypebeast Community Center: por dentro da Hikari no Yami
Quatro vezes bolsista de Virgil Abloh, Jakarie Whitaker revela a força punk por trás de sua label, Hikari no Yami — uma ponte entre sua herança afro-americana e as sensibilidades do design japonês.
Dê seu elevator pitch para a gente.
Meu nome é Jakarie Whitaker e sou o diretor criativo e fundador da Hikari no Yami.
Hikari no Yami, em japonês, significa “luz da escuridão”. A marca foi criada para ser uma ponte cultural entre universos, unindo minha herança afro-americana às estéticas e filosofias do design japonês, como o kintsugi e o wabi-sabi.
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Os cinco Ws:
Quem veste Hikari no Yami?
Líderes, pensadores, artistas, rebeldes e todos que vivem fora da caixinha. Nossa comunidade acolhe quem enxerga beleza na imperfeição.
Qual é a mensagem principal da sua marca?
Criações sustentáveis sem limites e liberdade por meio da dualidade. Unimos culturas ao aproximar Oriente e Ocidente e celebramos contradições como luz e sombra, controle e caos… tudo isso impulsionando uma moda sustentável e cheia de filosofia.
Quando você lançou sua marca?
Lancei a Hikari no Yami em 2020, no auge da pandemia. Começou como um protesto autodidata e, depois, evoluiu para um diálogo global.
Onde as pessoas vestem Hikari no Yami?
Tóquio, Nova York, Seul, Xangai! As peças aparecem em todo lugar onde estilo e cultura se cruzam. A marca é tão versátil que vai bem em qualquer ocasião — e sempre vira cabeças.
Por que a Hikari no Yami foi criada?
Para derrubar os sistemas tradicionais da moda e me dar liberdade total de criar, sem limites nem expectativas. Precisava de um espaço que honrasse minha herança e, ao mesmo tempo, as filosofias orientais e a estética japonesa que amo — por isso criei a marca. Vejo a Hikari no Yami como meu livro de filosofia, algo com o qual outras pessoas possam se identificar.
Sobre a marca:
Quando a moda se tornou uma paixão para você — e, além disso, o seu caminho profissional?
Na verdade, cheguei tarde à moda. No meu gap year, me deparei com “The Ten”, do Virgil, e tudo mudou. Troquei a pré-medicina por moda e filosofia e mergulhei no design tanto como sonho quanto como ferramenta de transformação.
Você já ganhou quatro bolsas Virgil Abloh. Como essa experiência ajudou a moldar o seu trabalho?
Virgil foi um dos designers que me ensinaram a sonhar. Ele me deu confiança na minha voz. Seu legado mostrou que é possível criar a partir da verdade, remixar cultura com inteligência e quebrar sistemas sem pedir desculpas. Essas bolsas foram mais do que prêmios; foram lembretes de que eu tinha meu lugar. Ver Virgil desconstruir tudo inspirou o ethos da minha marca.
Até agora, qual foi a maior lição do curso de design de moda, enquanto você se prepara para começar o mestrado na Central Saint Martins neste outono?
Estudar em escolas de moda ao redor do mundo me ensinou a importância do networking, da dedicação e de como se destacar em meio a tantas vozes barulhentas. Também aprendi que a única competição real é com você mesmo.
Como você definiria o estilo da Hikari no Yami, em suas próprias palavras?
Hikari no Yami é liberdade e caos em estado bruto. É a soma das minhas viagens, do trabalho em marcas preferidas e da minha tentativa de redefinir o que a moda pode ser no mundo contemporâneo.
Na sua opinião, o que faz a Hikari no Yami se destacar no mar atual de marcas emergentes?
Não criamos apenas roupas… construímos ideologias. Nosso compromisso com a sustentabilidade, o design singular e a narrativa cultural nos tornam muito mais do que uma label iniciante. A busca pela liberdade ecoa em cada peça — e o público sente isso.
A Hikari no Yami já vem consolidando uma identidade forte, pautada por imagens punk e truques de design subversivos. Qual é o papel dos visuais na história da marca?
Nossos visuais servem para transportar o público ao universo da Hikari no Yami. Acredito que eles sejam a parte mais valiosa da narrativa, e faço questão de que retratem os principais focos da marca: cultura, preto & branco e luz & escuridão.
Quais códigos de estilo ou épocas inspiram você?
Uma mistura de alfaiataria inversa avant-garde com streetwear. Diria que o movimento Karasu-Zoku, liderado por Rei Kawakubo, Yohji Yamamoto e Issey Miyake nos anos 80, é minha maior referência; já a Renascença Pós-Moderna, impulsionada por Virgil nos anos 2010, me inspira com a mensagem de que “você também pode”.
Qual foi o maior desafio que você enfrentou ao construir a marca?
Eu diria que financiar tudo do próprio bolso é bem assustador, mas também é prazeroso ter algo pelo qual lutar todos os dias.
Quem você mais gostaria de ver usando suas criações?
O sonho é vestir Rihanna e A$AP Rocky, além de Zendaya e Fuji Kaze.
Qual é o próximo passo da Hikari no Yami?
Depois da nossa exposição na Paris Fashion Week e de chegarmos à final do Fashion Trust U.S., planejamos fazer nossa estreia na New York Fashion Week, em setembro.



















