Denim Tears parte para expansão global: de NYC a Tóquio e além
A partir do próximo ano, a marca estreia sua primeira loja fora dos EUA, em Tóquio.
Resumo
- A Denim Tears se expande pelos Estados Unidos e pelo mundo, abrindo novas lojas em Tóquio e em outras grandes cidades americanas.
- Tóquio marca o primeiro ponto de venda da marca fora de Nova York.
- A marca simboliza a resiliência da diáspora negra, refletindo a visão autêntica de Emory.
A Denim Tears, aclamada marca de Tremaine Emory, está pronta para expandir significativamente seu alcance, confirmando planos ambiciosos que inauguram uma nova era de crescimento.
Desde sua criação, em 2019, a label transformou-se silenciosamente numa potência, faturando supostos “dezenas de milhões” de dólares por ano e dobrando suas vendas a cada exercício — tudo isso sem investidores externos, apoiando-se apenas no modelo de concessão com sua única parceira de varejo, a Dover Street Market. Agora, a Denim Tears quer levar seu alcance muito além de sua única flagship em Nova York.
De acordo com Business of Fashion, a visão estratégica da marca inclui um passo decisivo rumo a Tóquio em 2026, estabelecendo sua primeira loja internacional em uma das capitais globais da moda. Além disso, a Denim Tears pretende reforçar sua presença junto à clientela majoritariamente americana com novas inaugurações. Cidades como Atlanta, Chicago, Houston, Filadélfia, Portland e Los Angeles devem receber unidades, refletindo uma abordagem cautelosa para atender à crescente demanda nos Estados Unidos. Essa expansão calculada reforça o compromisso da Denim Tears com um crescimento controlado, priorizando uma conexão genuína com sua comunidade enquanto escala.
Elemento central da identidade visual da Denim Tears, a coroa de algodão — símbolo apresentado por Tremaine Emory em 2020 — tornou-se sinônimo da narrativa impactante da marca. Para o criador, esse emblema potente sintetiza a história da escravidão e a luta contínua dos afro-americanos, servindo como âncora visual de uma label dedicada a contar histórias sobre a diáspora negra.
Artista na essência, Emory acolhe críticas às suas criações, mas sustenta que sua representação da experiência negra não é única nem se limita às dificuldades. Ele afirma que sua abordagem criativa, embora forte, não é deliberadamente provocativa e que não pretende mudá-la mesmo com a expansão global. Seu trabalho busca constantemente transmitir narrativas da vida negra com nuances, oferecendo perspectivas complexas, resilientes e celebratórias — característica que faz da Denim Tears uma marca em que a moda funciona como plataforma vital para o diálogo cultural. Fique de olho nos próximos movimentos de Emory e da Denim Tears.



















