Travis Scott vira o primeiro Chief Visionary da Oakley
Entenda como a chegada do rapper se encaixa nos planos grandiosos da Oakley.
Travis Scott vira o primeiro Chief Visionary da Oakley
Entenda como a chegada do rapper se encaixa nos planos grandiosos da Oakley.
Resumo
- A Oakley nomeou o rapper Travis Scott como seu primeiro Chief Visionary em um acordo plurianual, encarregando-o, junto à equipe criativa Cactus Jack, de conduzir as próximas campanhas da marca, reinventar modelos clássicos e criar novas linhas de óculos e vestuário.
- Além de as duas marcas terem fechado parceria com a Meta para lançar óculos inteligentes de alta tecnologia, o movimento espelha a nomeação do rapper A$AP Rocky como primeiro diretor criativo da Ray-Ban.
Como parte de uma parceria de vários anos para elevar a identidade visual e cultural da Oakley, o rapper Travis Scott foi nomeado Chief Visionary da marca norte-americana de óculos e equipamentos de performance. Responsável por comandar novas campanhas e reimaginar o catálogo clássico da Oakley, o onipresente artista de hip-hop e sua equipe criativa Cactus Jack terão influência central nas futuras coleções de óculos e vestuário da label.
Ao destacar o papel de Scott ao recolocar a Oakley nos holofotes — graças ao uso dos óculos icônicos da marca em suas turnês e aparições recentes — ele surgiu como a escolha natural para a grife. Caio Amato, presidente global da Oakley, declarou: “Hoje começa um capítulo ousado na história da Oakley, ao recebermos Travis Scott como nosso Chief Visionary — um título que fala de criatividade, convicção e propósito para criar algo que não seja apenas diferente, mas definitivo.”
Com o revival do estilo Y2K e do gear de alta performance em alta no zeitgeist, a Oakley ocupa uma posição privilegiada para turbinar seu apelo contemporâneo junto à nova geração. Sobre sua visão ambiciosa para os próximos passos da marca, Travis Scott afirmou, em comunicado: “O design da Oakley está em outro nível e eu precisava fazer parte disso. Estamos construindo algo que conecta legado e futuro — este é só o começo.”
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O anúncio da Oakley chega logo após movimento semelhante da concorrente Ray-Ban, que na primavera nomeou A$AP Rocky como seu primeiro diretor criativo. Assim como Travis Scott faz sentido na Oakley por seu estilo alternativo e talento para a criação de universos, a escolha de Rocky na Ray-Ban dialoga com o classicismo e o mood vintage da marca.
Depois da campanha inaugural Ray-Ban Wayfarer Puffer de Rocky, lançada ontem, a Oakley não perdeu tempo em dar uma amostra do que seu Chief Visionary trará para a casa. Já disponíveis no site oficial de Travis Scott, o logo da Oakley aparece em uma camiseta desbotada, um moletom preto e um pack de pôsteres de edição limitada.
Mas o combo rapper + diretor criativo não é o único ponto de convergência entre as duas fabricantes de óculos — ambas também uniram forças com a Meta para lançar smart glasses de última geração. Enquanto o Oakley x Meta HSTN, revelado em 20 de junho, é apresentado como óculos de IA voltados para performance, o Ray-Ban x Meta Orion, lançado em 2024, foi pensado para o dia a dia.
Num panorama mais amplo, o acordo estratégico com Travis Scott reforça os esforços recentes da Oakley para ampliar seu alcance por meio de colaborações de alto envolvimento, especialmente via Oakley Factory Team — sua linha conjunta com a Brain Dead. O modelo Flesh, quase alienígena, e outras variações da coleção fizeram sucesso pelo frescor e pela pegada inovadora — uma sensibilidade que tende a florescer ainda mais sob a batuta de Scott.
Entre outras colaborações de peso no último ano estão a cápsula de óculos e apparel com a marca parisiense de running SATISFY e a coleção de snowboard com a label londrina de skate Palace. Embora atuem em universos esportivos bem distintos, ambas falam com comunidades altamente dedicadas, unidas por interesses e atividades além da marca.
À luz de uma cultura de consumo cada vez mais comunitária, será que apostar em integrações de longo prazo, que mergulham líderes de estilo no universo da marca, pode ser o antídoto para a fadiga de colaborações?


















