Pusha T diz que o processo de Drake contra a UMG barateia a arte das rivalidades no rap
Essa de processar é maior do que qualquer treta de rap.
Resumo
- Pusha T criticou o processo movido por Drake contra a UMG, dizendo que isso “barateia” as rivalidades no rap
- Ele revelou que a UMG cancelou o Clipse depois que ele se recusou a censurar uma participação de Kendrick Lamar
- Pusha T acredita que o processo está ligado a tentativas anteriores de supprimir suas faixas de diss contra Drake
Pusha T reservou um momento para comentar sobre o processo de Drake contra a Universal Music Group (UMG), afirmando que isso “barateia” a arte das rivalidades no rap.
Em entrevista à GQ para o novo álbum do Clipse, ele revelou que havia uma participação de Kendrick Lamar que quase ficou de fora. Push contou que a UMG (gravadora-mãe da Def Jam Records) quis que ele removesse a música Let God Sort Em Out depois que ele se recusou a censurar o verso do Dot. “E aí, depois de um mês sem fazer isso, o advogado Steve Gawley disse: ‘Então larga o Clipse’”, continuou.GQ confirmou que a Def Jam realmente cancelou tanto o Clipse quanto o Push.
Push acrescentou que a situação tensa “lhe lembrou demais 2018” e que ele viveu reação parecida com faixas em que falava o que pensava ao lado de pessoas muito próximas de Drake após o lançamento de “Story of Adidon”. Entre essas músicas estão “Maybach Music VI”, de Rick Ross e Lil Wayne, e “Paranoia”, de Pop Smoke e Young Thug. Ele disse: “Se [Drake] está tão decidido a ter um processo, é só porque sabe de tudo o que fizeram para suprimir tudo o que aconteceu em torno de ‘Adidon’, dos versos, dos discos e das paradas daquela época.”
“Eu não dou mais moral pra ele”, continuou. “Essa de processar é maior que qualquer treta de rap. Eu simplesmente não te respeito mais. Caramba, acaba barateando a arte quando temos que lidar de verdade com processos e litígios. Tipo, o quê? Por isso?”
De qualquer forma, Push esclareceu que só participaria da rivalidade dele com Drake se “tivesse vontade”. Ele explicou: “Acho que, depois de tudo o que rolou, não acho que haja algo subliminar a ser dito de novo na vida. Não só musicalmente, tipo, mano, eu realmente estive no Canadá. Eu fiz um show lá e voltei pra casa. Então, não posso me importar com nada disso. Eu fiz o que tinha que fazer, não vou voltar me arrastando por aí.”


















