François-Henri Pinault deve ser substituído por Luca de Meo, da Renault, no comando da Kering
Em busca de “novos desafios”, Luca de Meo deixa os carros para entrar no mundo da alta-costura e pode assumir o grupo de luxo.
Resumo
- Luca de Meo, atual CEO da Renault, anunciou que deixará o comando da montadora francesa em meados de julho de 2025.
- Apontado como provável novo CEO da Kering, o executivo surge justamente num momento em que o grupo é pressionado a revitalizar seus resultados, sobretudo na sua marca carro-chefe, a Gucci.
- François-Henri Pinault, atual CEO e presidente do conselho da Kering, deve deixar o cargo de CEO, mas permanecer à frente do conselho.
Luca de Meo deve deixar o cargo de CEO da Renault em meados de julho para buscar novas oportunidades fora do setor automotivo. Segundo o diário francês Le Figaro, rumores indicam que ele assumirá o comando da Kering — conglomerado de luxo que abriga grifes icônicas como Gucci, Saint Laurent e Balenciaga.
Embora de Meo não tenha comentado o assunto, as especulações ganharam força — especialmente após relatos, na semana passada, de que François-Henri Pinault, atual CEO e presidente do conselho da Kering, estaria pronto para deixar a função de CEO, permanecer como presidente do conselho e trazer uma nova liderança para comandar o grupo.
Para alimentar ainda mais as especulações, a Kering cancelou de última hora um encontro com analistas financeiros marcado para segunda-feira, 16 de junho de 2025. O grupo também enfrenta desafios crescentes, sobretudo com a Gucci. Antes tida como sua “galinha dos ovos de ouro”, a maison viu as vendas e a rentabilidade despencarem. As ações da Kering já caíram mais de 60% nos últimos dois anos, e a companhia lida hoje com mais de €10 bilhões (cerca de US$ 11,5 bilhões) em dívidas.
Luca de Meo é amplamente creditado por ter revitalizado a Renault durante seus cinco anos à frente da companhia, alcançando ganhos de escala com cortes de custos, intensificando o foco em veículos elétricos e reestruturando a aliança com a Nissan. Esse histórico faz muitos apostarem que ele foi chamado para conduzir um turnaround semelhante na Kering — sobretudo para devolver fôlego à Gucci. Até o momento, a Kering não comentou os rumores.



















