Bad Bunny explica por que se recusa a fazer turnê nos US
Chamando os States de destino “desnecessário” para sua próxima tour ‘DeBÍ TiRAR MÁS FOToS’.
Resumo
O fenômeno global da música Bad Bunny, nascido Benito Antonio Martínez Ocasio, acendeu debates ao fazer uma declaração contundente sobre sua próxima DeBÍ TiRAR MÁS FOToS World Tour: fazer turnê pelos Estados Unidos continentais é “desnecessário”. Essa afirmação franca, dada em entrevista recente à Variety, destaca a abordagem única do superstar porto-riquenho à carreira e sua profunda conexão com a terra natal.
A decisão ocorre enquanto Bad Bunny se prepara para uma extensa residência de 30 noites, intitulada “No Me Quiero Ir de Aquí”, em San Juan, Porto Rico, com início em 11 de julho. O título, que significa “Não Quero Sair Daqui”, revela um projeto profundamente pessoal para o artista, refletindo seus fortes laços emocionais com a ilha. Ele admitiu que concluir a turnê anterior foi difícil, porque sua mente já estava focada nesse tão aguardado capítulo porto-riquenho.
Embora os fãs dos EUA possam se sentir desapontados, Bad Bunny fez questão de lembrar que eles tiveram “inúmeras oportunidades de vê-lo” nos últimos seis anos, citando sua enorme “Most Wanted Tour”, com 45 datas pelo país em 2024. Sua DeBÍ TiRAR MÁS FOToS World Tour, que tem início previsto para novembro, terá foco em shows de estádio na América do Sul, Austrália, Ásia e Europa, deliberadamente deixando de fora o território continental dos EUA.
A franqueza do artista também se estende à ideia de produzir um filme do show para o público norte-americano. Quando perguntado se algo do tipo estava nos planos, Bad Bunny teria respondido que isso também seria “desnecessário”. O CEO de sua gravadora, Noah Assad, explicou que, embora a maioria dos shows seja gravada, existe a decisão consciente de não divulgar registros definitivos, privilegiando a experiência ao vivo e naquele instante para quem está presente. Mesmo assim, Assad não descartou por completo um filme da residência ou da turnê mundial no futuro, ressaltando que “não há pressão sobre nós.”
Embora possa parecer incomum para um artista de alcance global, a decisão de Bad Bunny vem sendo vista por muitos como um poderoso posicionamento — não apenas em relação à logística de turnês, mas também aos temas de orgulho porto-riquenho e anticolonialismo presentes em seu álbum, e talvez até ao atual clima político que envolve imigrantes hispânicos nos EUA. Quaisquer que sejam as motivações, o recado é claro: Bad Bunny segue firme em fazer as coisas à sua maneira, priorizando sua visão artística e suas raízes.


















