Reedição Louis Vuitton x Murakami: Um Legado à Prova do Tempo
A Hypebeast se encontrou com Takashi Murakami em uma conversa exclusiva para revisitar a colaboração histórica e entender como ela continua conquistando gerações.
A colaboração entre Takashi Murakami e Louis Vuitton, lançada em 2003, deixou uma marca duradoura tanto no mundo da arte quanto na indústria da moda. Além do sucesso comercial imediato, que viu o icônico monograma LV adornado com os personagens divertidos, coloridos e frequentemente cartunizados de Murakami, como a famosa coleção Multicolore, o legado da colaboração se estende à influência na acessibilidade da arte de alto nível e à popularização do luxo. O lançamento da coleção de reedição não só mexe com a nostalgia de amantes da moda e da arte, mas também é um testemunho do legado de Murakami.
Mais do que uma simples retomada de designs passados, a reedição é uma reflexão sobre o impacto inicial da colaboração e uma nova contextualização de sua importância no mundo contemporâneo. Com um interesse crescente pela convergência entre arte, moda e cultura pop, o lançamento da reedição chega em um momento perfeito, quando os consumidores de moda estão nostálgicos pela estética Y2K. Durante o Art Basel Hong Kong, a Hypebeast conversou com Murakami em uma entrevista exclusiva sobre o lançamento mais recente. A Louis Vuitton revelou recentemente a segunda leva da coleção de reedição, e Murakami e a Hypebeast fizeram uma viagem no tempo para discutir sua influência no mundo da moda, na arte contemporânea e além.
Trazendo seu mundo vibrante à vida, o capítulo de Murakami com a Louis Vuitton não teria sido possível sem o então diretor criativo Marc Jacobs. Ao comentar como essa colaboração surgiu, Murakami recorda quando Jacobs o abordou: “Tenho uma amizade de longa data com a marca e tive a sorte de Marc Jacobs me procurar.” Em seguida, ele contou: “Quando nos encontramos, comecei a apresentar a ele uma perspectiva diferente… uma visão asiática. Marc Jacobs me pediu para atualizar o Louis Vuitton Monogram. O padrão Damier foi inspirado no ‘ichimatsu’ japonês e a flor é semelhante ao brasão da família japonesa Kamon. Ele queria uma perspectiva japonesa fresca para a Louis Vuitton.” Murakami também relembra que Jacobs se interessou pelo seu personagem panda e, posteriormente, quis incorporá-lo juntamente com outros personagens, marcando o início de sua parceria de design.
Refletindo sobre como se sente ao ver sua coleção ganhar força, senão ainda mais, duas décadas depois, Murakami não se surpreende, mas entende que isso faz parte da tendência atual: “É tipo um ciclo de revival. Agora que se passaram 20 anos, é muito legal ver os jovens descobrindo o que eu fiz antes. As pessoas vêm até mim para dizer: ‘Ei Takashi, comprei isso há 20 anos.’” Ele ainda acrescentou: “Quando fiz isso há 20 anos, foi por minha escolha. Agora, esse revival é um bônus.”
Apesar de se chamar de “apenas um velho”, Murakami sempre pensa no futuro. Enquanto curte o sucesso da coleção de reedição e vê uma nova geração abraçar seu trabalho no cenário da moda moderna e das artes contemporâneas, Murakami já segue para seu próximo projeto. Fica evidente que a influência de Murakami oferece à nova geração a oportunidade de experimentar a mistura inovadora entre alta moda e pop art que marcou o começo dos anos 2000. Seja o legado lembrado por meio de peças reeditadas diretamente, ou por meio de interpretações e inspirações em coleções futuras, a influência do vibrante universo de Murakami na Louis Vuitton continua sendo um capítulo importante em ambas as histórias.





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