Chivas Regal lança Crystalgold, whisky transparente inspirado em Charles Leclerc
A Hypebeast conversou com o piloto de Fórmula 1 Charles Leclerc, às vésperas do GP de Singapura, sobre o novo drink, sua parceria com a Chivas Regal e como ele desacelera.
A Chivas Regal revelou seu lançamento mais radical até hoje: Crystalgold, um destilado cristalino filtrado a partir de whisky escocês maturado, desprovido do tom dourado que definiu a categoria por séculos. Desenvolvida como uma jogada disruptiva para questionar a forma como o whisky é percebido, servido e consumido, a mais recente expressão da Chivas Regal tem um perfil mais leve que os whiskies tradicionais e mira os momentos do começo da noite, tradicionalmente dominados por gins ou tequilas — sinal claro da intenção da marca de ampliar as ocasiões de consumo do whisky além do gole da madrugada.
A marca descreve a nova bebida como “uma inovação revolucionária, que muda o jogo” e a lançou para coincidir com o Grande Prêmio de Singapura desta semana. Segundo a Chivas, o Crystalgold foi “inspirado” pela parceria com seu embaixador global e piloto de Fórmula 1 Charles Leclerc — e juntos eles também co-criaram um novo drinque batizado Leclerc Spritz, um coquetel que combina o novo líquido com cítricos, flor de sabugueiro, hortelã, vinho espumante e água com gás.
Whisky em tudo, menos no nome: o novo líquido foi desenvolvido sob o olhar do master blender da Chivas Regal, Sandy Hyslop — um escocês com mais de 40 anos de experiência em whisky — que disse que a marca “queria realmente surpreender as pessoas” com sua nova bebida. “Já fizemos muitas expressões diferentes antes”, disse Hyslop à Hypebeast, “mas nós realmente, realmente ultrapassamos os limites do que podemos fazer para criar um whisky extraordinário [com o Crystalgold]”, acrescentou.
O novo destilado foi criado da mesma forma que um whisky tradicional e envelhecido em barris de carvalho que lhe conferem notas de baunilha, maçã, cítricos e especiarias delicadas, antes de passar por um processo de filtragem de precisão para remover a cor mantendo seu caráter. “Submetemos a uma filtração especial com carbono, realizada em uma temperatura diferente e com fluxo mais lento do que usamos antes”, afirma Hyslop, “e processamos em uma graduação bem mais alta, reduzindo-a somente após a filtração. Nenhuma etapa do processo de produção do Chivas Regal Crystalgold é igual à do Chivas Regal 12 anos. Foi um aprendizado completo para mim e minha equipe, do início ao fim.”
O processo descrito pelo master blender resulta em um líquido que parece vodka, mas conserva a profundidade arredondada de um Scotch envelhecido em carvalho; embora definições regulatórias coloquem o Crystalgold fora da categoria Scotch e ele seja oficialmente rotulado como uma “bebida espirituosa” (não um whisky), a Chivas o posiciona como uma evolução audaciosa — não como um abandono total da tradição.
Visualmente, a garrafa foi pensada para chamar atenção: vidro transparente com detalhes dourados permite que o líquido refrate a luz como cristal, garantindo visibilidade tanto nos balcões de bar quanto nas prateleiras do varejo. A Chivas também limitará a distribuição a casas premium e varejistas selecionados, reforçando a narrativa sofisticada em torno da nova bebida.
A novidade chega em um momento interessante para a indústria de bebidas, em que gostos em transformação — e atitudes distintas em relação ao álcool entre alguns públicos — desafiam as marcas a pensar fora da caixa. Para a Chivas, a aposta é óbvia: embora o Crystalgold arrisque afastar puristas que enxergam a cor e a tradição do whisky como inseparáveis, ele também posiciona a marca na vanguarda da inovação, onde a herança se encontra com a cultura contemporânea do beber.
Às vésperas do Grande Prêmio de Singapura neste fim de semana, a Hypebeast também conversou com o embaixador global da Chivas Regal e estrela da Fórmula 1, Charles Leclerc. Falamos sobre tudo, de drinques a talentos ocultos — confira a conversa completa abaixo.
Como piloto de Fórmula 1, imagino que a vida seja bem acelerada — sem trocadilhos. O que você faz para desacelerar, para resetar?
Bom, eu passo tempo com as pessoas mais próximas, com quem me conhecem há muitos, muitos anos e sabem quem eu realmente sou. Sempre tento ser eu mesmo o máximo possível, sem filtros, mas quando estou com os meus é onde eu relaxo e me sinto mais eu mesmo. E também a música. A música passou a ter um papel muito importante na minha vida desde a Covid — especialmente o piano. Eu toco piano e é uma forma de me desconectar das corridas e dessa vida tão acelerada.
Você tem algum ritual pré-corrida ou há álbuns que costuma ouvir na preparação para uma prova importante?
Sou muito, muito curioso, não só musicalmente, mas no geral, e na maior parte do tempo ouço playlists com os lançamentos da semana. Então não fico necessariamente ouvindo a mesma música repetidamente — quer dizer, às vezes acontece, claro! — mas, na maior parte das vezes, gosto mesmo é de descobrir músicas novas, novos gêneros e artistas diferentes.
O que fez você começar a tocar piano?
Provavelmente o tédio! [risos] Durante a Covid eu tinha muito tempo livre e passei muito tempo em casa porque precisava. Tinha o simulador para treinar corrida, mas também espaço para algumas outras paixões, como o xadrez. E foi aí que comecei no piano — e amei. Sempre me considerei uma pessoa criativa, mas nunca havia encontrado muito espaço para mostrar isso ou me aprofundar; naquele período pude me dedicar a uma nova paixão. E escolhi o piano — e amei.
Piano, xadrez e Fórmula 1 — é um trio bem refinado. Você inspira muita gente, mas o que te inspira?
A maior inspiração na minha criação veio do meu pai. Toda criança pode olhar para o pai como referência, e ele me deu os valores que carrego hoje. Mas, de novo, sou muito curioso — sobre as pessoas, de onde vêm, como conquistaram o sucesso e como vivem. Inspiro-me nas pessoas em geral: compartilhar experiências e tentar entender os caminhos dos outros é algo que me interessa profundamente. Isso me inspira.
Se você não fosse piloto de Fórmula 1, o que acha que poderia ter sido?
Ah, eu adoraria dizer ‘compositor’, mas penso que provavelmente teria seguido a carreira de arquiteto, porque também é um universo criativo que eu gosto muito. Então, provavelmente arquiteto.
Você pratica outros esportes além da Fórmula 1, ou faz algo por diversão?
Sim, jogo pádel com bastante frequência e gosto muito. Já nadei, corri. Quando eu era criança, mudava de esporte a cada dois ou três meses! Então pratiquei muitos esportes. Hoje, o que permanece com mais força é o pádel.
Se você pudesse trocar de vida por um dia com outro atleta, quem seria?
Provavelmente um tenista, porque eles têm que pensar sempre alguns passos à frente e a dinâmica é muito interessante. É um esporte muito mental — o aspecto psicológico faz grande diferença no tênis — então, sim, por que não um tenista por um dia?
Você é embaixador global da Chivas Regal — qual é seu drinque preferido?
Na verdade, trabalhei com a Chivas para criar meu próprio coquetel, o que foi uma experiência muito interessante. Leva flor de sabugueiro, limão… a equipe pode passar a lista completa porque são vários ingredientes, mas lembro que amei! Batizamos de Leclerc Spritz, então tenho que escolher esse, porque gostei muito e ele nasceu de mim. É o meu favorito!
Se você ficasse preso em uma ilha deserta e tivesse que escolher três pessoas para dividir o Leclerc Spritz, quem seriam?
Minha namorada, com certeza [risos] — essa seria uma. Depois levaria meus dois irmãos, mas não poderia deixar minha mãe sozinha, então a traria também — posso levar uma quarta pessoa?
Claro, você pode levar uma quarta.
Obrigado, cara!
O que existe em você que talvez surpreenda as pessoas ao descobrir?
Acho que meu lado musical. O fato de eu compor música — eu achava que isso era mais conhecido porque posto nas minhas redes, etc., mas me surpreende que às vezes as pessoas não saibam. Tenho algumas faixas no Spotify e, quando digo isso, a maioria não espera, então diria que é isso.
Qual é um conselho que você recebeu em algum momento da vida que ficou com você e que gostaria de compartilhar?
Simplesmente: seja fiel a si mesmo. Eu procuro ser fiel a mim e manter os pés no chão. Meu pai sempre me dizia isso. Nunca fui arrogante, mas isso fazia parte dele e ele me repetia. Esses são provavelmente os dois conselhos que sempre me lembro. Hoje preciso me lembrar menos, porque já faz parte de mim, mas, sim, seja fiel a você mesmo e tente ter o mínimo possível de filtros.
Obrigado pelo seu tempo, Charles. Vou conferir suas composições no Spotify — é só o seu nome ou você usa um nome artístico?
Sim, só meu nome! Apenas meu nome. Obrigado.
Clique aqui para conferir Charles Leclerc no Spotify.



















